DA REDAÇÃO: Café – A seca persiste na região cafeeira na região de Sul de Minas

Publicado em 14/10/2014 11:21 e atualizado em 14/10/2014 14:26 937 exibições
Café: A principal região produtora de café arábica continua sendo afetada pela seca. Algumas cidades do Sul de Minas registram falta de água para consumo próprio. A principal florada ainda não foi registrada e sem chuvas corre o risco de abortamento.

A região Sul de Minas Gerais continua com cafezais afetados pela seca que persiste desde o início do ano na região, o que deve trazer reflexos para a próxima safra. De acordo com dados da consultoria norte-americana Hackett Financial Advisors, a safra brasileira de café em 2015 deve ser entre 43 milhões e 45 milhões de sacas de 60 kg.

A safra atual que está sendo comercializada registrou quebra considerável em grande parte das lavouras cafeeiras de arábica no Brasil. De acordo com o produtor rural de Três Corações-MG, José Olavo Vasconcellos Filho, a quebra em sua lavoura foi de 35%. No entanto, a qualidade de bebida foi boa devido ao forte sol.

Segundo o produtor, a seca na região está ‘queimando’ os cafezais e a falta de chuva está prejudicando até os tratos culturais. “A água secou, em represa que usávamos para irrigação, agora vemos somente terra. Os rios estão virando ribeirão. Alguns produtores não conseguem fazer os tratos culturais.”, afirma Filho.

A principal florada que deve confirmar a produção para o próximo ano ainda não chegou à região. “Tivemos uma pequena florada nos cafés mais novos, mas se ‘pegar’ alguma coisa devemos ter abortamento”, diz o produtor.

De acordo com previsões climáticas, a região deve receber chuvas a partir do próximo dia 21 de outubro. Mesmo assim, o produtor acredita que a florada deve ter abortamento. “Eu acredito que mesmo com a chuva, a florada não se recupera mais. As lavouras estão muito debilitadas e ainda tivemos um ataque de cigarras”, afirma.

Com a seca, o mercado interno vem registrando altos preços de comercialização. Mas Filho afirma que os produtores não estão se beneficiando com as altas porque já comercializaram quase toda a produção quando o preço estava mais baixo. A saca de 60 kg está sendo vendida por cerca de R$ 550,00.

Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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