Mercado físico demandado nos EUA faz prêmios locais subirem e alta puxa negócios no mercado futuro em Chicago.

Publicado em 11/03/2015 16:49 e atualizado em 11/03/2015 18:04
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Mercado físico demandado nos EUA faz prêmios locais subirem e alta puxa negócios no mercado futuro em Chicago. Atraso dos embarques no Brasil voltam demanda para os EUA

Os futuros da soja, nesta quarta-feira (11), fecharam seus negócios em campo positivo, com altas de 7 a 9 pontos nos principais vencimentos, depois de várias sessões em queda registradas nos últimos dias.

Segundo Eduardo Vanin, analista de mercado, a alta é consequência dos preços interno dos Estados Unidos, que estão subindo por conta da lentidão no escoamento de barcaças nos rios, e a ausência de produtores nas vendas - depois das seguintes quedas em Chicago.

No entanto, com a entrada da safra da América Latina é comum que a demanda seja transferida dos Estados Unidos para a America do Sul. Contudo, esse movimento ainda não ocorreu por conta da colheita brasileira que está atrasada, além "dos Estados Unidos ainda possuem um volume a ser embarcado, já comercializado, mas em muitos casos não precificados - penas com hegde - então às vezes, para cumprir esses contratos, é necessário que se pague um pouco a mais", explicou Vanin.

Para ele, o mercado tem expectativa que se o país não conseguir embarcar o volume de soja esperado, a demanda poderia voltar aos Estados Unidos. "Esses navios todos que estão em filas, que vai crescendo dia a dia, tem complicado o escoamento do Brasil. Muito parecido com 2013 que foi engrenar só depois de abril", considera.

Neste momento Chicago está mais de olho no cenário interno, do que na produção da América Latina - que terá uma safra recorde, afirma o analista. "Os estoques de passagem dos Estados Unidos são grandes, em relação às ultimas temporadas, o que acaba pressionando os preços. Além do fato, do país poder produzir novamente uma safra recorde, então se acontecer rally's em Chicago é oportunidade de vendas", explica.

No mercado interno, a instabilidade do câmbio tem travado a comercialização. Segundo Vanin, levando em consideração os últimos levantamos, o Brasil está defasado nas vendo, e muitos produtores preferem segurar seus produtos para não correr riscos com a desvalorização do real.

Segundo ele, é difícil afirmar uma posição de venda neste momento por conta da volatilidade econômica, dessa forma "o produtor deve fazer contas baseadas nos custos, ou fazer um estoque estratégico", considera. No entanto, os preços praticados são rentáveis ao produtor.

 

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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