Demanda fraca e mais focada em feijões comerciais, deixa mercado travado nos patamares de R$150,00 a R$160,00 para o carioca novo

Publicado em 12/03/2015 18:33 e atualizado em 13/03/2015 09:53
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Demanda fraca e mais focada em feijões comerciais, de menor qualidade, deixa mercado travado nos patamares de R$150,00 a R$160,00 para o carioca novo

O mercado do feijão continua fraco, com demanda pequena e voltada ao feijão carioca recém-colhido, e preços entre R$150,00 a R$160,00 por saca. 
Marcelo Lüders, conta que a demanda em baixa é causada pela "grande quantidade de feijão nota 7, que estava estocado, e o consumidor - por conta da crise econômica - entendeu por bem consumir esse tipo de feijão, onde qualquer R$ 0,50 centavos mais barato é vantajoso", explica.

No entanto, Lüders afirma que antes dos arrochos econômicos, o consumidor realizava uma compra inversa, optando pelo produto de melhor qualidade, independentemente do valor.

Segundo ele, boa parte dos operadores não aposta mais em alta no mercado do feijão carioca, haja vista que "temos um período até abril, com maior oferta de feijão novo. Há no entanto, os feijões comerciais, e o governo tem 60 mil toneladas, onde pelo menos 20 mil toneladas deve ser de feijão nota 7, podendo ter interessados em algum momento, além da segunda safra que vem muito bem", declara.

A preocupação é como o mercado vai se comportar com o possível aumento na oferta de feijão carioca novo - nos próximos dias, com o início das colheitas da segunda safra no Paraná e Santa Catarina, diante dessa fraca demanda.

Contudo, não se espera grandes quedas no feijão durante o primeiro semestre, porque pelos números apurados, espera-se de 10 a 11 milhões de saca de feijão, sendo colhido durante a segunda saca, no entanto não é volume para um único mês, sendo assim a perspectiva é de oferta regulada, explica Lüders.

Atualmente a maioria da oferta na bolsinha continua sendo de feijão carioca comercial nota 8 para baixo. Os melhores tipos ficaram sem vender. 
No feijão preto, o mercado vem trabalhando lentamente, "houve casos de alguns importadores - que não são empacotadores - trazer mercadoria da China, e acabaram fechando o câmbio a três e pouco, então os preços praticados não fecham. Além da grande produção da Argentina e do Brasil", afirma Lüders.

Dessa forma, a grande oferta no mercado gera uma tendência de queda, e os preços que hoje estão entre 150,00 a 155,00/saca em São Paulo, tem pressão de baixa, haja vista o grande volume de abastecimento.

 

FÓRUM BRASILEIRO DO FEIJÃO 2015

A Imbrafe (Instituto Brasileiro de Feijao e Pulses) em parceria com a Correpar realiza o Fórum Brasileiro de Feijão 2015, que acontecerá nos dias 24 a 26 de junho em Foz do Iguaçu, com a participação de analistas nacionais e internacionais, que vão mostrar quais são as novas alternativas e perspectivas para a produção, a comercialização e a exportação de Feijão.

"Nós conseguimos a confirmação de um membro do Conselho de Feijão dos Estados Unidos, para explicar porque os produtores americanos se preocupam em produzir uma variedade maior de feijões e buscam o mercado internacional", declara Marcelo Lüders.
Com isso, o objetivo é mostrar para os produtores, que com o potencial produtivo do Brasil, é possível alcançar novos patamares na área de comercialização, com novas variedades.

Para mais informações acesse: http://www.forumfeijao.com.br/

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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