Na contramão da liquidação em Chicago, grandes players posicionam-se na compra

Publicado em 12/11/2010 19:43 e atualizado em 16/11/2010 16:17
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No meio do dia desta sexta-feira de queda nos negócios, os telefones dos grandes compradores foram acionados com ordem de movimento contrário ao do mercado; era o momento de comprar...
Pressionados pela notícia de que a China toma medida para controlar suas taxas de juros no país, os fundos investidores posicionaram-se hoje em venda na Bolsa de Chicago (CBOT), liquidando também com as cotações das commodities, principalmente agrícolas. Na contramão, outros players entraram comprando posições mais longas, para até 6 meses, pois acreditam que movimento de queda é passageiro.

Segundo Carlos Cogo, analista de mercado da Consultoria Agroeconômica, a decisão dos compradores de se posicionarem na alta futura se dá pelo fato de que os fundamentos de mercado são altistas. A briga por área para a próxima safra-norte americana, a demanda aquecida da China somado aos estoques mundiais mais baixos e a possibilidade de risco climático por influência da La Niña nas safras da América do Sul.

Para ele, em breve os preços da soja em Chicago devem voltar aos 13 dólares por bushell, para continuar buscando o patamar de 13,50 dólares por bushell. Enquanto isso, o milho deve pode manter suas cotações travadas à espera da recuperação da soja, mas logo retomar suas altas.

O que fica muito claro no mundo de elevação das commodities é que falta produto no mundo. As cotações disparam, pois os estoques estão mais baixos e os riscos climáticos assolam as produções.
Por: João Batista Olivi e Juliana Ibanhes
Fonte: Notícias Agrícolas

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