EXCLUSIVO: Demanda interna e internacional dão o tom da sustentação dos preços

Grãos: estoques norte-americanos baixos, risco climático na Argentina e demanda chinesa por alimentos sustentam os preços em Chicago. No Brasil, leilões de milho do Governo tentam reduzir a alta do preço interno, mas ano finaliza com cenário positivo.
Publicado em 02/12/2010 13:12 | Atualizado em 02/12/2010 16:20

 

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) realiza hoje mais um leilão para venda de milho, com oferta de 405 mil toneladas para a indústria. O cenário interno em alta mostra que a demanda é mais forte do que a oferta. No mercado internacional, é a demanda da China por alimentos, somado aos estoques norte-americanos baixos e o risco climático que ameaça a safra argentina que acompanha a tendência de altos preços no médio prazo.

Por enquanto, os fortes posicionamentos dos fundos comprados nas bolsas internacionais devem finalizar o ano com muita volatilidade no mercado, onde a realização de lucros acompanha qualquer notícia de crise no mercado financeiro, assim como vêm acontecendo na zona do euro.

Porém, Ricardo Lorenzet, analista da XP Investimentos, lembra que os fundamentos ainda são decisivos para sustentar as cotações no médio e longo prazo, quando a China não deve cessar sua demanda por grãos, os americanos brigando por área a ser plantada na próxima safra, juntos aos estoques baixos do país, assustado com as possíveis perdas que o fenômeno climático La Niña possa provocar nas safras da América do Sul.

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Leilão de milho e cenário interno

Até o momento, é registrado que a maior procura está concentrada nos Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e um pouco em Minas Gerais. Paraná e São Paulo há menor procura já que o milho é de menor qualidade e o prazo para pagamento é mais curto.

Apesar de os leilões pressionarem os preços internos, o ano finaliza com dados muito positivos para o setor. Com aumento de 68% nas exportações com relação ao mesmo período de 2009, o próximo ano tende a iniciar também positivo, sustentado pelos preços internacionais e registro de queda importante, provocado pelo atraso do plantio, nas safras de verão e na cultura da safrinha.

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