EXCLUSIVO: Soja sobe na CBOT na expectativa das medidas chinesa contra a inflação

Soja volta a subir forte em Chicago com o adiamento da decisão chinesa em aumentar suas taxas de juros. Para o mercado agrícola brasileiro a decisão da China não trará grandes modificações, a não ser volatilidade no setor financeiro. O mercado continua firme e comprador.
Publicado em 13/12/2010 12:34 | Atualizado em 13/12/2010 17:11

 

As cotações da soja voltam a subir hoje na Bolsa de Chicago (CBOT), após encerrar a sexta-feira com perdas. Mercado ficou na expectativa de que a China pudesse tomar no sábado, medidas econômicas para conter a inflação e hoje se adianta com a decisão chinesa em aumentar suas taxas de juros.

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Apesar de tornar o mercado muito mais volátil, a demanda do país asiático por alimentos não deve cessar, bem como, se manter muito forte durante o ano de 2011. Para o analista da Safras e Mercado, Flávio França, a especulação sobre o aumento dos juros atinge questões do setor financeiro, ou seja, o consumo de alimentos na China se mantém aquecido, principalmente, por commodities agrícolas.

 

Segundo França, o cenário permanece bastante sólido no próximo ano, com a soja seguramente sob o patamar de 13 dólares por bushell na CBOT, pois o último relatório sobre oferta e demanda que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou que a demanda continua aquecida contra estoques finais norte-americanos muito abaixo do esperado.

 

Após o USDA, também é possível perceber que haverá briga de área a ser plantada na próxima safra entre a soja, o milho e o trigo nos Estados Unidos e que, possivelmente, a área de soja seja reduzida. Portanto, o mercado antevê redução na oferta para até 2012, outro fundamento que assegura um mercado firme para os preços da soja no mercado internacional.

 

A bola da vez na sustentação dos preços para o mercado da soja são as questões climáticas, influenciadas pelo fenômeno La Niña que pode comprometer as safras da América do Sul. O analista afirma que, por enquanto, não há riscos de perdas no Brasil e na Argentina, os problemas com a seca não são efetivos.

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