EXCLUSIVO: Dia de ganhos para a soja após a China não tomar medidas para controlar sua inflação, por enquanto

Soja fecha com alta de 29,5 cents/buschel em Chicago. Todos os vencimentos ficam acima dos 13 dólares, com o adiamento dos juros na China. Mas as questões fundamentais permanecem: compras fortes da China e estiagem na Argentina.
Publicado em 13/12/2010 18:10 | Atualizado em 13/12/2010 19:58
Após encerrar a sexta-feira com perdas na Bolsa de Chicago (CBOT), os principais vencimentos da soja terminam esta segunda com ganhos de 29,5 pontos, acima de 13 dólares por bushel. Mercado que estava pressionado com uma possível medida do Governo chinês para conter a inflação no país não fora tomada no sábado e hoje respira mais aliviado.

Segundo Ricardo Lorenzet, analista da XP investimentos, a China precisa controlar a elevação do compulsório para ter liquidez interna, portanto, a qualquer momento pode elevar sua taxa de juros. Ou seja, para Lorenzet, entre o final deste ano e o primeiro trimestre de 2011, a medida será tomada.

Enquanto isso, os fundos mantêm suas posições compradas e têm espaço para realizar lucros caso haja qualquer movimento especulativo de mercado financeiro. Porém, o analista afirma que, mesmo com elevação da taxa de juros na China, a demanda por commodities agrícolas não deve cessar, apenas no curto prazo, mas na visão macroeconômica do país, o fluxo de importação deve perdurar em 2011.

Em termos de fundamentos, além da demanda por grãos aquecida, o mercado olha o clima que influencia o desenvolvimento das safras na América do Sul causado pelo fenômeno climático La Niña. Se por um lado no Brasil as lavouras têm seu solo bastante úmido, na Argentina, a falta de chuvas preocupa a produtividade e, conseqüentemente, perdas no cenário macroeconômico significam redução e escassez em oferta para atender à demanda mundial. Portanto, Lorenzet reafirma que o cenário é muito positivo para as cotações da soja que deve se sustentar entre 12 e 13 dólares por bushel.

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