EXCLUSIVO: Mesmo com deságio, PEP para trigo ainda é o garantidor dos preços mínimos ao produtor

Trigo: disputa no leilão de PEP resulta em deságio, onde 94% da oferta fora demandada. Triticultor que produz hoje em volume e qualidade está desestimulado com a falta de liquidez das suas safras.
Publicado em 16/12/2010 15:46 | Atualizado em 16/12/2010 18:02

 

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) realizou hoje (16) pela manhã seu quarto leilão de PEP (Prêmio para Escoamento do Produto) para o trigo, registrando demanda para subvenção equivalente a 441,98 mil toneladas, ou 94% das 470 mil toneladas ofertadas. Muito disputado, houve deságio do valor tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul.

No Rio Grande do Sul, como nos leilões passados, negociou 100% da oferta total de 250 mil toneladas, fechando o pregão com 60% de deságio. No Paraná, fora arrematado na região 1 todo o volume de 135 mil toneladas. Na região 2, próxima ao porto, o interesse foi por 92,7% da oferta, ou 50,98 mil toneladas. Em Santa Catarina, 20% dos subsídios foram arrematados, ou 6 mil toneladas do produto. O Estado fechou o pregão a 75% do valor inicial.

Robson Maffionletti, analista da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), explica quedurante toda a safra 2010/11 de trigo será preciso ajuda do Governo para que haja comercialização do produto que a cada ano aumenta em volume e qualidade. Nesta safra, foram produzidos 5,6 milhões de toneladas e até agora a Conab divulgou dar auxilio para liquidez para apenas 1,6 milhões de toneladas. Segundo ele, o volume ideal para garantir ao produtor ao menos o preço mínimo seria entre 2,5 e 3 milhões de toneladas.

Atualmente, o preço mínimo ao produtor vale R$ 28,70, estipulado pelo Governo Federal, no entanto, devido a concorrência com trigo que entra ao mercado interno vindo de outros países, tira a liquidez desejada pelo triticultor brasileiro que acaba por vender a sua mercadoria de alta qualidade por R$ 24,50 no Paraná. A Ocepar antevê que na safra 2011 o produtor esteja desmotivado e pode haver diminuição de áreas a serem plantadas.

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1 comentário

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    João Batista, carece de eu lhe passar esta regulagem: Hoje, uma vez em cada um dos seus maravilhosos programas você se referiu aos Leilões de PEP de Trigo como sendo uma alternativa do triticultor "vender" seu produto para o Governo. Também citou como sendo o Governo importador de Feijão Preto lá da China. É bom "incluir de fora" o Governo destas acusações, ele não faz importação de trigo, nemde soja, milho e muito menos feijão e nem compra Trigo através de PEP. Estes lapsos muitas vezes formam conceitos erroneos na mente das pessoas e cabe a nós, esclarecer os fatos da melhor maneira possivel.

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