EXCLUSIVO: Fundamentos macroeconômico e climático sustentam as cotação da soja até 2011

Soja: preços continuam em alta em Chicago com atenções voltadas para o clima na Argentina, compras firmes da China e tensão entre as Coréias. Virada do ano deverá manter preços acima de 13 dólares/bushell.
Publicado em 20/12/2010 12:40 | Atualizado em 20/12/2010 14:33


As cotações da soja continuam em elevação na Bolsa de Chicago (CBOT), com atenções voltadas para a situação climática na Argentina, compras firmes da China e a tensão entre as Coréias. Fundamentos dão suporte aos preços na virada do ano que deve se manter acima dos 13 dólares por bushell.

Ricardo Lorenzet, analista da XP Investimentos, informa que apesar das chuvas na Argentina, elas são muito localizadas e o clima quente nas regiões produtoras também tira a umidade do solo. Analistas prevêem redução na produção de soja dos argentinos.

De olho na demanda sempre crescente da China, somada às projeções da Informa Economics, quando a tendência para as áreas a serem plantadas na próxima safra norte-americana permanecem muito semelhantes, resultando em estoques novamente apertados. A China pode se tornar um importante player de milho em 2011. Ainda sem reflexo nas cotações, pode elevar os patamares do cereal.

Em retrospectiva, Lorenzet lembra que o ano de 2010 começou difícil para a sojicultura, com super produção americana pressionando o mercado até que a China começou a comprar e sustentar os preços em território mais firme. Atuando muito forte no mercado, os fundos especulativos mantiveram posições compradas em todas as commodities agrícolas. A expectativa para 2011 é que ainda no primeiro trimestre do ano, os preços se suportem acima dos 13 dólares por bushell e o conselho do analista fica para que o produtor aproveite a elevação do mercado para ir comercializando compassadamente.
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