EXCLUSIVO: Forte procura nos leilões de venda do Governo mostra que os estoques de milho estão cada vez mais escassos

Milho registra subida forte em todas as praças do país, mostrando que falta grão para abastecer as granjas de frangos e suínos. Conab tenta administrar os estoques enquanto não chega a safra de verão.
Publicado em 20/01/2011 12:39 | Atualizado em 20/01/2011 15:36

 

O preço do milho registra hoje forte subida em todas as praças do país, mostrando que falta grão para abastecer as granjas de frangos e suínos. Antes do início da colheita da safra de verão, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) tenta administrar seus estoques públicos com leilões de venda de milho.

No leilão de venda de ontem (19), houve alta procura por produto. Em destaque, o interesse pelo milho em Goiás foi cinco vezes superior ao último (12) e o preços chegou a R$ 29,70. Em Minas Gerais, um novo recorde foi batido novamente e o preço da comercialização bateu R$ 32,19 no Triângulo Mineiro. No Mato Grosso, a região de Sinop negociou o milho a R$ 21,60, quando que há cinco meses, vendia o cereal a menos de R$ 7,00 a saca.

Para Telmo Heinen, especialista em comercialização, os atuais bons preços farão os produtores rurais investir em alta tecnologia na cultura da safrinha, mas correm o risco que na época da comercialização, serem obrigados a vender o milho para a Conab através dos leilões de PEP (Prêmio para Escoamento do Produto), abaixo do preço mínimo.

Trigo

Hoje, a Conab realizou mais um leilão de PEP para o trigo onde houve deságio de 73% sobre o prêmio de abertura. Produtores venderam para os exportadores que no mercado internacional são melhor remunerados.

“É o dinheiro público a serviço de um produto que nós importamos (moinhos alegam que o produto nacional não atinge a qualidade esperada) porque não produzimos o suficiente e depois temos que usar o dinheiro público (através das aquisições feitas pelo Governo) para exportar o produto que nós mesmos produzimos”, diz Heinen.

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