EXCLUSIVO: Crise financeira no mundo deve derrubar ainda mais o preço das agrícolas até final do ano

Grãos: cotações se recuperam em Chicago, mas crise na Europa deve trazer desaceleração no consumo e, consequentemente, derrubar ainda mais os preços até o final do ano. Produtor precisa ficar atento ao mercado financeiro internacional.
Publicado em 20/06/2011 13:41 | Atualizado em 20/06/2011 17:13

O cenário macroeconômico pode trazer desaceleração no crescimento mundial com o consumo baixo e, consequentemente, derrubar as cotações das commodities agrícolas. Após conquistar um patamar elevado no mercado internacional, os preços já sentem a pressão baixista que deve continuar derrubando os preços até o final de 2011.

Para o economista da RC Consultores, Fabio Silveira, é cedo para criar pânico sobre a crise não somente na Grécia, como em outros países da Europa, mas momento é de atenção para com o mercado internacional também dos Estados Unidos, como do Brasil. A população está menos confiante na economia e assim, como visto, os preços agrícolas perdem seu patamar.

Segundo Silveira, essa situação deverá derrubar ainda mais os atuais preços até o final deste ano, mas ainda não se sabe se a queda será muito grande ou apenas modesta.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação estima que o preço dos alimentos suba nos próximos 10 anos, uma vez que há a perspectiva de redução na produção agrícola no mundo. Porém, para haver consumo, os países precisam superar a crise externa no curto prazo, afirma o economista.

Essa desaceleração do consumo deve chegar aos países asiáticos também. Anualmente, o crescimento na Ásia se configura a quase 9%, nível muito elevado se comparado com outros países.

Diante deste cenário, o mercado financeiro passará por muita volatilidade e a quem trabalha com negociações em bolsa de valores e mercado futuro, é preciso ficar atento com os desdobramentos da crise não só na Grécia, mas na Europa como um todo, alerta Silveira.

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