DA REDAÇÃO: Quebra da safrinha elevará preço interno do milho no Brasil

Publicado em 29/06/2011 13:50 e atualizado em 29/06/2011 17:25 1230 exibições
Milho: geadas no Paraná já comprometeram pelo menos 30% da safrinha. Oferta no mercado interno cairá e preços tendem a explodir. Cenário de escassez mundial dificultará também importação brasileira.

Com atraso na colheita da soja, a safrinha de milho deste ano perdeu sua janela ideal de plantio em várias regiões do país, mas é no Paraná que as perdas começam a ser calculadas como maiores. Após dois dias de geada, o cereal tardio pode contabilizar até 30% de quebra na produção do estado, somada a quebra de 8% por conta da estiagem de maio.

Os preços em ascensão desde o planejamento da safrinha no inicio de 2011 fizeram com que muitos produtores aumentassem o cultivo do cereal. Segundo Paulo Molinari, analista da Safras e Mercado, a agressividade desta geada quebra um produção normal, estimada em 8 milhões de toneladas em momento de escassez de oferta de milho no mundo inteiro.

Para agora, a previsão meteorológica confirma chuvas no estado até o final de semana, quando há risco para novos eventos de geadas já na madrugada do domingo (03).

No contexto internacional, o quadro de oferta está baixíssimo, tanto nos Estados Unidos (a ser confirmado nesta quinta-feira pelo Departamento de Agricultura do país), quanto na América do Sul como Argentina e Paraguai. Assim, qualquer necessidade de importação de milho do Brasil não poderá ser feita pelo país vizinhos do continente.

O problema é sério para o mercado interno e a tendência para os preços é de alta. No entanto, Molinari prevê que será preciso que, apesar da safra de verão ter sido grande também, o produto que for colhido nesta safrinha precisará ser destinado internamente para suprir a demanda.

É possível que os preços internos entrem em paridade com o prêmio de exportação, assim, o analista estima alta para o produtor e prejuízo para o consumidor até fevereiro de 2012.

Por:
João Batista Olivi e Juliana Ibanhes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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