DA REDAÇÃO: Geada no MS afeta cerca de 50% da área de produção do milho safrinha, diz Fundação MS

Publicado em 04/07/2011 13:56 e atualizado em 04/07/2011 17:57 564 exibições
Geada no sul do Mato Grosso do Sul quebra até 30% da produção da safrinha de milho. O prejuízo econômico é de cerca de R$ 200 milhões e acumulará perda social para a região.
A geada registrada entre os dias 26 e 27 de junho afetou a safrinha do milho no Mato Grosso do Sul, tendo prejudicado, segundo levantamento da Fundação MS, 50% das áreas dessa cultura.  “Essa geada de agora está nos trazendo uma expectativa de prejuízos consideráveis”, afirma o presidente da instituição e produtor rural de Maracaju/MS, Luis Alberto Moraes Novaes.

Quanto à produção do milho, embora seja difícil de mensurar no momento, Luis Alberto estima que atinja uma redução de 25 a 30%.  As plantações das áreas que tiveram menor prejuízo ou não o registraram “encontram-se em estágio avançado de desenvolvimento, quase maturação”, explica.

Em termos financeiros, um primeiro número estimando o prejuízo em todo o cone sul do estado chega a R$ 200 milhões. De acordo com o presidente da Fundação MS, há diversos comentários vindos dos produtores de que a geada devastou regiões onde elas quase não ocorriam. “Há relato de que há 40 anos não se via uma geada com a intensidade como essa dos dias 26 e 27.

A problemática é ainda intensificada, pois esses produtores realizaram o plantio do milho safrinha com atraso, devido à chuva excessiva durante a colheita de soja, “tivemos uma colheita muita turbulenta na região”, afirma. Foram registrados, segundo ele, 15 dias de chuvas ininterruptas nesse período, ocasionando uma perda de 30% na produtividade da oleaginosa nessas regiões.

Cobertura de seguro
O presidente Luis Alberto ressalta que uma pequena porcentagem desses agricultores prejudicados com a geada no milho safrinha e as chuvas na colheita da soja têm cobertura de seguro. “Essa é uma briga nossa, de longa data, que a gente possa ter um seguro agrícola mais eficiente”, defende.

Para ele, com o seguro eficiente, o reflexo negativo nas questões econômicas e sociais do Mato Grosso do Sul, em razão das fortes alterações climáticas, seriam amenizadas. Isso porque, embora o mercado esteja atualmente favorável para a soja e o milho, os produtores estão impedidos de usufruir desses bons momentos.

Por:
João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

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