DA REDAÇÃO: Grãos procuram ambiente para operar depois da inversão dos preços em Chicago

Publicado em 05/07/2011 13:43 e atualizado em 05/07/2011 17:09 294 exibições
Grãos: mercado oscila em Chicago após feriado de segunda-feira, procurando se ambientar na nova situação dos preços. Safra norte-americana ainda é indefinida pela previsão climática. Momento é de cautela.

Depois do feriado de Independência nos Estados Unidos na segunda-feira (04), os mercados dos grãos operam com muita volatilidade na Bolsa de Chicago nesta terça-feira. A soja que abriu o pregão em alta perde no meio da tarde, já o milho trabalha em situação contrária.

Segundo o analista da Safras e Mercado, Flávio França, o mercado está procurando se ambiental com a nova situação de preços após o último relatório sobre área plantada do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos na última quinta-feira (30) que fez as cotações do complexo de grãos perder seus patamares. “O final de semana prolongado no mercado teve o papel de acalmar um pouco os ânimos no mercado internacional”, explica.<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

Para esta semana, a previsão climática para o cinturão de grãos norte-americano tende a mexer muito mais com Chicago. No meio-oeste, o clima bastante seco pode prejudicar o bom desenvolvimento das lavouras, enquanto algumas regiões continuam bastante úmidas por conta das últimas chuvas.

França afirma que o milho deve continuar como o carro-chefe da volatilidade nos preços, já que o estresse causado na última semana mexe diretamente com o seu mercado global, tanto de estoques como de demanda. Outros analistas também consideram exageradas as fortes perdas, uma vez que a safra dos Estados Unidos ainda não está definida e garantida em produção.

No Brasil, as geadas da última semana no Paraná ainda estão sendo contabilizadas quanto ao prejuízo causado aos produtores da cultura de milho e trigo da safra de inverno. Para sexta-feira (08), a meteorologia prevê novos eventos de geadas para o estado, o que poderá causar novas perdas para a produtividade dos cereais.

Por:
João Batista Olivi e Juliana Ibanhes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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