DA REDAÇÃO: Mercado se recupera em Chicago e cai no Brasil com o início da colheita da safrinha de milho

Publicado em 05/07/2011 18:50 459 exibições
Milho: mercado se recupera e fecha a terça-feira com quase 40 pontos de alta em Chicago. No Brasil, previsão de geada para Paraná pode prejudicar mais a safrinha. Incerteza climática paira sobre o mercado interno e externo pelos próximos 30 dias.

 

Após fortes quedas estimuladas pelo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o mercado do milho se recupera e puxa o complexo de grãos para alta nesta terça-feira na Bolsa de Chicago. No Brasil, cotações estão pressionadas para baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) com o início dos trabalhos de colheita da safrinha nas regiões produtoras.

Paulo Molinari, analista da Safras e Mercado, comenta que o mercado internacional encontrou suporte na alta de quase US$ 2 dólares para o Petróleo, na volta do interesse de compra do cereal norte-americano pela China e, principalmente, na previsão meteorológica de seca para o meio-oeste do país para as próximas semanas e encerrou o dia com ganho de quase 20 pontos nos principais vencimentos.

No Brasil, o início da colheita da safrinha nas regiões produtoras derruba e pressiona para baixa o patamar de R$ 30,00 por saca de 60 quilos, com base Campinas, do mercado físico. Mesmo com projeção de perdas em produção e qualidade que pode chegar a 40% sobre as safrinhas do Paraná e do sul de Mato Grosso do Sul com as geadas da última semana, o mercado se sente incomodado com a colheita, é o que explica Molinari.

Para os próximos 30 dias, o mercado climático deve manter o estresse e as oscilações de preços tanto nos Estados Unidos como no Brasil que tem previsão para novos eventos de geada no final desta semana no Paraná.

O analista lembra que mesmo com quase 600 milhões de toneladas de milho destinadas à exportação no mês de julho apontando uma recuperação na atividade, a quebra na safrinha deixa o futuro do abastecimento interno muito incerto.

Por:
João Batista Olivi e Juliana Ibanhes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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