DA REDAÇÃO: Momento é favorável para confinadores fazerem proteção de preços na Bolsa

Publicado em 06/07/2011 13:23 e atualizado em 06/07/2011 19:28 442 exibições
Boi: atenção pecuarista!!!! Momento é favorável para confinadores fazerem proteção de preços. Contrato na BM&FBovespa para outubro já trabalha acima dos R$105,00/@.
Mercado físico do boi gordo segue com oferta enxuta de animais, sinalizando cada vez mais a entrada do período de entressafra e fim da oferta do animal de pasto.

Com a queda de temperatura e as geadas ocorridas na última semana, a expectativa era de uma desova maior no volume de animais, com as más condições de pastagens. Assim, as indústrias se posicionaram com forte recuo, aguardando a oferta, que não ocorreu.

Os preços da arroba se mantém firmes e no Mato Grosso do Sul já se consolidam em alta de até três reais em relação aos preços da semana. Hoje o preço gira em torno de R$ 91,00/@ por lá. O analista da Cross Investimentos, Caio junqueira, conta que a expectativa para a próxima semana é de que haja mais um reajuste positivo para os valores da arroba, em torno de mais ou menos um real para cima.

Por outro lado, o mercado atacadista não mostra reação. O consumo se mantém abaixo do esperado para a época do mês. De acordo com o analista, a situação só não é pior porque grandes parte das indústrias retém carne para o atacado à medida em que percebem a diminuição gradativa da oferta de boi.  

Uma boa notícia para o pecuarista é o posicionamento do mercado futuro. A frustração da indústria em derrubar o preços do boi com a entrada do frio colocou o mercado futuro em alerta, no qual ocorre mais compras do que vendas. Caio afirma que o momento é bastante favorável para confinadores fazerem proteção de preços. O contrato na BM&FBovespa para outubro já trabalha acima dos R$105,00/@. "Para o lado do pecuarista que está com boi de coxo e vai abater nos meses de setembro e outubro a bolsa já oferece uma oportunidade de fazer um seguro de preço que muitas vezes é extremamente remunerador", comenta.

Por:
Aleksander Horta e Marília Pozzer
Fonte:
Notícias Agrícolas

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