DA REDAÇÃO: Milho é estimulado por compras da China e fecha em alta em Chicago; no Brasil, perdas serão calculadas na colheita
A quinta-feira (07) foi de recuperação na Bolsa de Chicago, com os grãos sentindo que o mal tempo nos Estados Unidos pode comprometer a produção final em momento de redução de área para soja e estoques apertados. Já o milho volta a ser procurado por compras que somam mais de 3 milhões de toneladas nas últimas três semana pela China depois das perdas recentes.
A China já registra perdas na sua produção volta ao mercado para se abastecer e a situação dá condição para o Brasil voltar a exportar milho. A saca de 60 quilos nos portos brasileiros está cotada hoje entre R$ 27,00 e R$ 28,50 e os ganhos são menores por conta de mais um dia de queda para o dólar.
No Brasil, o Departamento de Economia Rural (Deral) estima perda após as geadas de 35% sobre a safrinha de milho do Paraná. Assim, Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, prevê que apesar das perdas, a colheita vai ser grande no Estado, mas insuficiente para o abastecimento interno.
Ou seja, o cereal plantado até o final de fevereiro, cerca de 30% das áreas, tem condição de ser colhido em quantidade e qualidade, já o grão que perdeu a janela ideal de plantio poderá ser perdido, com destino para fabricação de ração animal. Bem como, deverá comprometer o grão que já está destinada à exportação – sem qualidade, ele não poderá ser embarcado.
Nem mesmo a previsão meteorológica para um tempo mais seco pelas próximas duas semanas será capaz de recuperar as perdas. O futuro ainda é incerto já que os números estimados pelo Deral podem mudar depois do início da colheita prevista para 20 de julho.
Com a expectativa de novas altas no mercado interno, produtores de suínos, aves e indústrias produtoras de ração animal já se preocupam com o futuro dos preços até o final do ano. Brandalizze acredita que os estoques na entressafra não sejam de 10 milhões de tonelada como prevê a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e, muito menores, os preços se sustentarão acima dos R$ 30,00 por saca de 60 quilos, base Campinas.
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