DA REDAÇÃO:Risco de perda de produtividade da safra norte-americana eleva cotações em Chicago por conta da adversidade climática
As temperaturas na região do cinturão de grãos dos Estados Unidos oscilam entre 35 e 38°C e o clima quente e seco está tirando do solo a umidade que não chega com as chuvas. Diante desse cenário, o complexo de grãos na Bolsa de Chicago opera em alta nesta terça-feira. Sem previsão de chuvas para até o final de semana, o mercado trabalha acrescentando risco climático sobre possíveis perdas na produtividade da safra e a tendência é de alta para os preços no curto-prazo.
Direto de Nova Iorque, o analista da Newedge Corretora, Vinicius Ito, confirma que a situação é de extrema preocupação para com o desenvolvimento dos grãos, especialmente do milho que passa pelo seu enchimento agora no mês de julho. Não menos atenção também está para a soja que necessita de umidade nas plantas para encher grãos em agosto.
Segundo a meteorologia do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a situação de chuvas deve acontecer apenas no final desta semana no norte do Corn Belt e avança, talvez, para a parte leste. Ou seja, a abrangência é insuficiente para mudar o cenário climático da produção.
Já na última semana, o USDA diminuiu a condição boa e excelente para as lavouras de milho em 3%, acima do que o mercado aguardava (1%). Para Ito, os números que o departamento irá divulgar no próximo relatório sobre as condições devem cair ainda mais. É urgente a necessidade de chuvas para aliviar o estresse do solo até o final do mês.
Perda na safra norte-americana significa para o momento menor oferta de grãos para o mundo, uma vez que os estoques estão muito baixos e a comercialização trava entre os produtores temerosos. A possibilidade de ter uma temporada com baixa produtividade eleva os preços e sustenta o mercado dos grãos.
Enquanto isso, a saca de 60 quilos do milho é comercializada à média de R$ 28,50 nos portos brasileiros.
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