DA REDAÇÃO: Suporte do governo acelera recuperação do setor orizícola

Arroz : cotações começam a reagir com conjunto de medidas de apoio à comercialização e prorrogação das dívidas de custeio e investimento, mas ainda estão abaixo do preço mínimo do governo.
Publicado em 21/07/2011 12:27 | Atualizado em 22/07/2011 08:53
O conjunto de medidas governamentais, como a prorrogação de dívidas, reparcelamento do custeio e EGFs, além dos mecanismos de comercialização PEP, Pepro, Opções, leilões de troca para ajuda humanitária sustentam a recuperação das cotações do arroz no mercado interno. No caso do EGF, ficou definido que o produtor pagará 50% do valor devido este ano e o restante será diluído em duas parcelas de 25% para 2012 e 2013, a previsão anterior era de pagar os 50% prorrogados em 2012.

A retomada dos leilões de Prêmio para o Escoamento de Produto (PEP) também possibilita a ampliação do volume de exportação e proporciona maior liquidez ao mercado, reduzindo os excedentes e fortalecendo os preços internos do cereal. Além disso, a realização de leilões de Pepro para que o arroz tipo 2 e 3 sejam destinados à ração animal também foi uma estratégia importante para o benefício do setor.

Segundo o consultor de mercado, Marco Aurélio Tavares, os valores de comercialização, apesar de estarem mais firmes, ainda estão longe de atingirem os preços mínimos e suprirem os custos de produção. A saca de 50 Kg vale hoje em torno de R$ 22,00 no sul do país, mas, a expectativa é de que até agosto os preços atinjam patamares mais elevados, mais próximos ao preço mínimo estipulado pelo governo, de R$ 25,80.

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