DA REDAÇÃO: Chuvas nos EUA derrubam cotações em Chicago. Mercado aguarda decisão sobre dívida norte-americana

Publicado em 28/07/2011 13:44 e atualizado em 28/07/2011 17:34 431 exibições
Grãos: Melhora do clima nos EUA derruba cotações em Chicago nesta quinta-feira. Chuvas voltam ao meio-oeste norte-americano e influenciam bolsa antes da decisão sobre a dívida do país. Atenção do mercado mundial está no Congresso americano.

A volta das chuvas no meio-oeste dos Estados Unidos favorece o desenvolvimento da safra e derruba as cotações dos grãos na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (28). Enquanto o mercado mundial não tem uma definição sobre a situação econômica dos norte-americanos, os fundamentos climáticos voltam a guiar os futuros dos preços das commodities.

Está previsto para o próximo dia 2 de agosto um anúncio do Congresso norte-americano sobre um possível aumento na dívida do país e seu pagamento. Mesmo com pressão da base republicana para que isso não aconteça, se confirmada a medida, o mercado deverá reagir positivamente e impulsionar as cotações na CBOT para a alta.

Segundo Glauco Monte, consultor da FCStone, apesar dos clima fundamentar as cotação hoje, a atenção do mercado está no Congresso americano que, pode vir a somar com a expectativa do rendimento das safras e mexer com os preços no mercado internacional.

Nesta última semana, as chuvas no Corn Belt tiram o prêmio acrescentado à soja e ao milho na bolsa, pois indicam melhora no desenvolvimento das lavouras. Para Monte, mesmo pressionado, o mercado deve se sustentar nos altos patamares de US$ 14,00/bu e US$ 7,00/bu, respectivamente para a soja e milho.

De olho no cenário macroeconômico e no próximo relatório que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) deverá divulgar em agosto sobre o rendimento previsto para a safra, o consultor aconselha o produtor brasileiro a ir participando do mercado compassadamente para aproveitar enquanto os preços são remunerados, pois a frente, uma incógnita paira sobre o mercado das commodities agrícolas.

Por:
João Batista Olivi e Juliana Ibanhes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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