DA REDAÇÃO: Mercados caem na espera de uma decisão sobre dívida pública dos Estados Unidos

Publicado em 02/08/2011 13:35 e atualizado em 02/08/2011 17:15 310 exibições
Grãos: pressão no mercado financeiro mundial pressiona cotações em Chicago. Reporte do USDA sobre a qualidade da safra norte-americana de soja começa a tirar os ganhos por risco climático dos preços.

 

O pregão diurno aguarda a aprovação do Congresso dos Estados Unidos para aumentar o teto da dívida pública do país e enquanto isso, influência da crise de importantes potencias mundiais derrubam forte as cotações na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (02). Do lado fundamental, o reporte de 2 pontos percentuais para baixo sobre a condição das lavouras de soja que o Departamento de Agricultura (USDA) norte-americano anunciou ontem (1º).

Direto de Nova Iorque, o analista da Newedge Corretora, Vinicius Ito, avalia que o mercado começa a precificar a estabilização na condição das lavouras de milho depois que o USDA já apontou para queda em seu último relatório de julho. Após a tempo seco e o forte calor de atrapalhou o desenvolvimento dos grãos de milho, as previsões climáticas para o mês de agosto apontam temperaturas amenas e chuvas pontuais que deveram favorecer o desenvolvimento da soja.

Assim, se neste informativo o departamento aponta para apenas 60% das lavouras com oleaginosa em condições boas a excelentes, o prêmio climático precificado nas últimas semanas de julho pode ser retirado ainda nesta semana. Por outro lado, o USDA deverá reduzir o volume de exportações do grão da safra velha já que a demanda está mais fraca.

Porém, Ito afirma que enquanto não houver uma solução para a insegurança econômica que as grandes potencias mundiais estão enfrentando, o cenário será de muita volatilidade para os preços e, com as altas dívidas, as commodities tenderão a serem cada vez mais impactadas.

Para o produtor brasileiro, o analista aconselha vendas compassadas nos momentos de picos das cotações ou em patamares superiores a US$ 13,00 por bushel na CBOT.

Por:
João Batista Olivi e Juliana Ibanhes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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