DA REDAÇÃO: Futuros do boi caem na BM&F nesta segunda-feira corrigindo preços com físico
Segundo o analista da Cross Investimentos, Caio Junqueira, as desvalorizações dos contratos têm bem pouca correlação com a crise da economia americana e com o mercado financeiro.
No cenário físico, a oferta continua apertada e o consumo reagiu no início do mês trazendo um pouco mais de alívio para os estoques. "Os frigoríficos estão na espera da semana que vem e avaliam quais os preços vão pagar", comenta.
Em São Paulo, a referência segue em R$ 100/@. No Mato Grosso do Sul a arroba é negociada em torno de R$ 97,00 e em Goiás a R$ 90,00. A diferença de base entre as principais praças pecuárias ainda está bastante aberta em função da maior oferta nos Estados que produzem maior volume de boi de cocho, como Goiás por exemplo. Este é um fator que deve ser analisado com bastante cuidado pelo produtor nos próximos dias. "É preciso prestar atenção nesses diferenciais e ficar de olho na Bolsa, para sair fora dos riscos", acredita.
Geadas
Para Junqueira, as geadas ocorridas em áreas produtoras na madrugada da última sexta-feira, dia 05, não devem trazer prejuízos tão significativo para o setor. "Algumas pastagens já estavam mais molhadas e, assim, os efeitos são bem menores", conclui.
Além disso, as áreas produtoras de Campo Grande- MS não foram atingidas pela intempérie.
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