DA REDAÇÃO: Chuvas no Paraná interrompem colheita do milho, mas beneficiam laranja

Colheita no Paraná avança lentamente por causa das chuvas, confirmando perda na safrinha de milho e trigo. Potencial produtivo do milho registra perda de 30%, enquanto a previsão para novas geadas preocupa triticultores.
Publicado em 18/08/2011 13:48 | Atualizado em 18/08/2011 17:33
Paraná tem sequência de chuvas que poderiam atrapalhar a colheita do milho safrinha. Nesta quinta-feira (18), por exemplo, o clima mostra tendência para chuva, mas nada que chegue a prejudicar em excesso, “a chuva de um ou dois dias não seria um grande problema para quem está colhendo, desde que seja curta”, diz o superintendente de negócios da Cocamar José Cícero Aderaldo. Com isso, a colheita do milho avança dentro da normalidade.

Por outro lado, para as lavouras de laranja, as chuvas podem ser benéficas. Já o frio na parte central do Paraná traz preocupação, sobretudo, ao produtor de trigo, atualmente na pré-colheita. Qualquer geada pode colocar o cereal em risco, alerta Aderaldo.

Geadas de junho
As perdas no Paraná com as geadas do final de junho geraram uma perda da ordem de 30% no potencial produtivo do milho. O trigo também foi afetado na mesma proporção, não apenas com a geada, mas com a seca, que castigou o início da cultura.

Antes, quando ocorriam geadas no mês de junho, mais da metade do milho colhido ficava ardido. Mas, neste ano, a incidência desse tipo de grãos foi bem menor que o esperado. Houve quebra de produção, mas a perda de qualidade não foi tão severa.

Esse milho prejudicado não chega a ser tipo 2, cujo máximo de grãos ardidos e brotados é de 6% do total. Ele, na verdade, está sendo classificado como tipo 3, que tem até 10% de ardidos e brotados.

Com a colheita desse milho, o mercado sofre a pressão natural sendo vendido a R$21 a saca, quando já houve épocas em que chegou a ser vendido a RS24 reais na região. Depois da colheita os preços devem voltar a patamares maiores, salvo se nada de mais grave ocorrer com a economia mundial, afirma Aderaldo.

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