DA REDAÇÃO: Crise financeira pondera alta em Chicago, mas fundamentos prevalecem para sustentação do preço dos grãos

Publicado em 18/08/2011 18:55 640 exibições
Grãos: mercado financeiro derruba cotações em Chicago nesta quinta-feira. Apesar de temor sobre uma nova recessão na economia mundial, cenário fundamental de redução nos estoques dos Estados Unidos suportam preços na alta.

Mais um dia o mau humor no mercado financeiro derrubou a cotação dos grãos na Bolsa de Chicago. Nesta quinta-feira, o temor sobre uma recessão na economia mundial mexeu com as commodities, mesmo que a queda não tenha sido maior por conta dos fundamentos de indefinição na safra norte-americana que já sofre com redução por conta do clima. Cenário fundamental dá suporte para novas altas, mas crise financeira pondera.

Para Pedro Dejneka, analista da RJ O’Brien, baseado em Chicago (EUA), os investidores acreditavam que a recessão de 2008 fosse ser mais longa do que realmente foi e comparada que a atual crise na macroeconomia mundial caminha mais uma maior lentidão, onde precise voltar a um corte na economia para que a recuperação seja definitiva.

Por outro lado, as commodities agrícolas tem conseguido manter seus patamares de preços diante do cenário de escassez de oferta para uma demanda mundial crescente. Dejneka explica que a presença dos fundos menor neste semestre pressiona queda nas cotações, mas a incerteza quanto a safra norte-americana sustenta o fundamento da oferta.

A expectativa para a volta dos fundos investidores deve ocorrer após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgar em setembro um novo relatório de oferta e demanda, onde a tendência é de confirmação para novas reduções na produtividade do milho, que perdeu muito no calor mais severo da história do país, e possivelmente perdas para a soja que já sofre influência da falta de umidade neste período crucial para o desenvolvimento dos grãos em agosto.

O analista aconselha ao produtor brasileiro continuar analisando o mercado e, em momento de picos nas bolsas internacionais, equilibrado com o dólar, fixar negócios para garantir que a crise não prejudique mais o cenário econômico do mundo.

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Por:
João Batista Olivi e Juliana Ibanhes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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