DA REDAÇÃO: Câmbio desfavorável e novos embargos da Rússia pressionam cotações do suíno

Suínos: câmbio desfavorável e pressão Russa com embargo de novos frigoríficos deixam mercado sem sustentação e preços sofrem novovs recuos.
Publicado em 22/08/2011 12:29 | Atualizado em 22/08/2011 17:34
Em nota divulgada ao Ministério da Agricultura, a Rússia informou que mais uma planta frigorífica de carne suína do Brasil não está mais autorizada a vender. Segundo o presidente da INCS, Instituto Nacional da Carne Suína, Wolmir de Souza, a notícia já causou impacto negativo nas cotações do suíno no mercado brasileiro.

Tudo isso, muito mais pela importância do pólo consumidor que a Rússia representa do que pela quantidade exportada propriamente dita. " É um efeito psicológico que tem um ataque colocando os preços para baixo", comenta. Além disso, o câmbio achatado também dificulta a saída do produto do mercado interno, outro fator de pressão para os preços.

O presidente do Instituto explica que, antigamente, o grande diferencial dos embarques para a indústria era exatamente o benefício tributário, que hoje não existe mais "Isso faz com que a grande indústria opte por vender tanto no mercado externo quanto no interno. Daí acabamos tendo um volume maior, um redirecionamento do mercado de carnes para o mercado interno. Quem acaba sendo vítima disso tudo é a grande e média indústria", enfatiza.


Situação atual para o produtor brasileiro

Com menor oferta, a leve recuperação dos preços registrada nos últimos vinte dias motivou o produtor a continuar na atividade. Porém, a situação não durou mais do que quinze dias para a ocorrência de novas desvalorizações. O preço ao produtor hoje voltou para a casa dos R$ 2,20 diante dos R$ 2,60/ Kg praticados na época de maior equilíbrio do setor. De acordo com Wolmir, as cotações atuais estão bem aquém da realidade do produtor já que não cobrem seus custos de produção.

Para ele, a desvalorização não ocorre pelo o excesso de produção, mas sim pelo redirecionamento desta para outros fornecedores diante do atual cenário de embargo da Rússia. "Quando você perde um mercado você, teoricamente, tem que conquistar outro. E quando você busca outro, você tira o espaço de alguém ou você precise fazê-lo numa forma de redução de preços para buscar um novo mercado", conclui.

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