DA REDAÇÃO: Boi gordo pressionado no mercado físico faz cair preços também na BM&F

Boi Gordo: futuros na BM&F acompanham aumento de oferta do confinamento no físico e caem para patamar de R$ 102/@ no vencimento outubro. Mato Grosso do Sul é a única praça brasileira com menos oferta e preços reagem. Consumo está mais fraco.
Publicado em 22/08/2011 13:57 | Atualizado em 22/08/2011 16:54
O vencimento para o mês de Outubro na BM&F em R$ 102 a arroba é reflexo da queda na cotação do boi gordo no mercado físico. O recuo de preços nos estados do Paraná, Goiás, entre outros, onde há uma oferta maior de animais, só não atingiu o Mato Grosso do Sul.

Historicamente, o estado sul-mato-grossense é pecuário e possuidor de poucos animais confinados. Esse tipo de criação é inviável para a região, visto que os grãos (ração de animais de confinamento) estão muito distantes para serem trazidos aos produtores desse estado.

Assim, com a produção exclusiva de boi de pasto, a oferta desses animais míngua, forçando os preços a subirem a patamares de R$ 95. “É o estado que está dando um pouco de folga para essa pressão de baixa que o confinamento vem exercendo”, diz o analista de mercado da Cross Investimentos, Caio Junqueira, referindo-se ao Mato Grosso do Sul.

A exportação também está pressionada. “O mercado externo está passando por uma turbulência, que deve permanecer por mais tempo”, prevê.

Reposição
O boi magro está sendo extremante procurado, sobretudo em estados como Tocantins, Mato Grosso e Goiás. Com isso, os preços do magro se aproximam ao da arroba do boi gordo (R$ 92, R$ 93 no Mato Grosso do Sul), sendo que em alguns casos, a arroba do boi magro é mais cara que a do gordo.

Portanto, o melhor é adquirir bezerros (abaixo de 15 meses), que estão tendo menor procura e melhores preços.

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