DA REDAÇÃO: Principais vencimentos da soja testam novo patamar de preços em Chicago com redução da produção de grãos dos EUA
Depois de iniciar o pregão diurno desta terça-feira (30) na Bolsa de Chicago no vermelho, a soja volta a se recuperar, ainda amparada no suporte fundamental altista com a quebra na safra dos Estados Unidos. Mesmo com a volatilidade influenciando as cotações, a oleaginosa continua a testar o novo patamar de próximo a US$ 14,50 por bushel nos principais vencimentos.
Ainda no final da tarde de segunda-feira (29), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulgou um novo relatório de acompanhamento da safra no país com mais uma redução significativa no somatório das lavouras em condições boas e excelentes. Números recentes levantados pelo Pro Farmer também apontam quebra na produção e na produtividade dos grãos americanos.
Segundo o analista da Safras e Mercado, Flávio França Junior, as más condições climáticas na região do Corn Belt nos Estados Unidos é o principal fundamento que dá suporte aos preços atualmente. O cinturão sofre com a seca severa e com o calor intenso sobre as principais áreas de cultivo agrícola e a previsão ainda aponta para chuvas irregulares, cerca de 80% abaixo do esperado, em Estados como Iowa, Nebraska, Dakota do Sul, Minnesota, Mississipi e Illinois.
Assim, França aconselha aos sojicultores brasileiros aproveitarem alta expressiva dos preços e vender pelo menos entre 20 e 30% da safra que começará a ser plantada na segunda quinzena de setembro. Atualmente, os brasileiros anteciparam suas negociações e já comercializaram cerca de 15% do que será plantado.
Apesar da ascensão dos preços em Chicago, o temor sobre uma quebra maior na safra norte-americana ainda faz com que investidores acrescentem mais prêmio climático sobre as cotações e aumentam suas posições compradas em especulação. Este de fato é o que influencia a volatilidade que o complexo de grãos está sujeito a enfrentar. Vale lembrar que na última semana as cotações precificavam negócios para US$ 12/bs.
O analista não descarta que o mundo ainda vive em situação delicada para uma possível recessão na economia. O mercado financeiro está mais calmo, mas ainda existe incertezas e é preciso ter cautela para enfrentar a volatilidade dos mercados.
Para o momento, Flávio França Junior acredita ser ideal para as vendas, com tranqüilidade e compassadamente. Ele lembra que o sojicultor brasileiro não pode esquecer que a próxima temporada no país terá a influencia do fenômeno climático La Niña sobre as lavouras e todo cuidado é pouco.
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