DA REDAÇÃO: Alta do dólar compensa quinto dia de queda consecutivo da soja na CBOT

Grãos: mercados oscilam forte em Chicago nesta sexta-feira, ainda refletindo rendimento da safra nos EUA. Preços se ajustam às informações do USDA. Para brasileiros, dólar em alta compensa queda internacional, mas produtor precisa ficar atento à macroeconomia mundial.
Publicado em 16/09/2011 13:31 | Atualizado em 16/09/2011 18:42
Sexta-feira tem quinta sessão com queda da soja na Bolsa de Chicago. Porém, a alta do câmbio equilibrou as perdas na CBOT, fato que deixa os preços ainda atrativos para os produtores brasileiros.

Com a divulgação do relatório do USDA, na última segunda-feira, o mercado de Chicago sofreu um ajuste de preços que fez com que se estabilizassem as expectativas em relação à quebra de safra nos Estados Unidos. O mercado trabalha, hoje, numa faixa de US$13,50 a US$14,50 por bushel e não deve subir por enquanto. “Os fundamentos atuais não justificariam US$15 ou US$16”, afirma Glauco Monte, Consultor da FCStone.

Mesmo com a liquidação do mercado, os preços devem permanecer em patamares confortáveis para o produtor. O fator que levaria a perdas mais significativas, além da crise financeira dos países da Europa, seria uma geada nos Estados Unidos, devido a um esfriamento antecipado do clima no país. Como soja e milho foram plantados mais tarde nesta safra, poderiam ser afetados. Outro fator seria a possível quebra na safra brasileira, que influenciaria as cotações de Chicago.

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