DA REDAÇÃO: Pagamento ao produtor de leite tem alta de 0,8% em setembro mas, expectativa é de baixa no curto e médio prazo

Leite: pagamento setembro tem alta de 0,8%, com expectativa de baixa no curto e médio prazo na maioria das bacias produtoras do Brasil. Dificuldade de repasse dos preços no atacado aliado a maior oferta apontam para novos reajustes a partir de outubro.
Publicado em 04/10/2011 14:18 | Atualizado em 04/10/2011 16:04
Preços médios do leite seguem firmes. O pagamento ao produtor de setembro, remunerador da produção de agosto, apresentou um aumento de 0,8% em relação ao mês anterior, considerando a média nacional. De acordo com o analista da Scot Consultoria, Rafael Ribeiro Filho, esta foi a menor alta desde o início deste ano.

Porém, ainda segundo o analista, a dificuldade do mercado atacadista em repassar as altas do produtor para o varejo e o aumento da produção nas bacias com as chuvas mais frequentes na primavera já são indicativos de possível pressão negativa para os preços no curto e médio prazo.

Hoje em São Paulo, o preço médio gira em torno de 91 centavos por litro, em Minas Gerais a 88 centavos, Goiás em 89 centavos. No Paraná, o litro está sendo negociado por uma em média de 84 centavos, 82 centavos em Santa Catarina e 80 centavos no Rio Grande do Sul.

Apesar da valorização do leite hoje, produtores ainda têm dificuldades em manter lucro em função dos altos custos de produção. Em Goiás, o custo está hoje em torno de 70 a 80 centavos por litro, contando com um sistema de média a alta tecnologia. Considerando o preço de venda a 89 centavos no estado, a margem de lucro para o produtor atinge somente os 9 centavos, sem seguro.

A expectativa é de que os custos ainda permaneçam pesando no bolso do pecuarista já que os preços grãos, como o milho, por exemplo, devem continuar valorizados no segundo semestre.

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