DA REDAÇÃO: Preços da mandioca sobem com retração da oferta

Publicado em 10/10/2011 12:00 e atualizado em 10/10/2011 16:11 337 exibições
Mandioca: A cada semana, preços somam ganhos frente a uma oferta reduzida para a indústria. Na expectativa de valores ainda melhores, produtores seguram suas vendas e com isso, valores alcançam melhores patamares desde fevereiro deste ano e cenário é remunerador.
Cenário é de baixa oferta de mandioca para a indústria nos últimos dias. Os preços avançaram e os patamares da última semana são os maiores registrados desde fevereiro. O fechamento da última sexta-feira, dia 07, ficou em R$ 220,78 por tonelada, 3,3% superior à média da última semana.

"Esses preços ainda são inferiores ao de igual período do ano passado mas, ainda remuneram a atividade", afirma o pesquisador do Cepea, Fábio Isaías Felipe.

De acordo com ele, a retração da oferta é reflexo da indisponibilidade de raiz de primeiro ciclo no mercado e a falta de interesse para a colheita por parte de muitos produtores, já que ficam na expectativa de que os preços alcancem patamares mais favoráveis.

Além disso, a falta de chuvas também prejudicou fortemente o avanço da colheita na semana passada, o que também dá suporte aos preços.

A expectativa para os próximos meses é de que a oferta continue curta e as cotações permaneçam sustentadas nos patamares próximos aos atuais. Para novembro existe previsão de ligeiro aumento da raiz, com muitos produtores interessados em fazer caixa para o final do ano. "Mas, mudança mesmo na oferta é esperada mesmo para o início 2012", conclui.

Com relação à demanda, há um crescente aumento da procura por derivados, como fécula e farinha, a medida em que as empresas vão se programando para o final do ano. "A gente considera ainda que muitas indústrias ainda não recarregaram os estoques, aguardando a queda dos preços. Com essa reversão de mercado, muitos desses compradores  estão retornando ao mercado e isso tem conduzido à valorização dos preços da fécula", conclui.

Por:
Ana Paula Pereira e Marília Pozzer
Fonte:
Notícias Agrícolas

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