DA REDAÇÃO: Presidente de sindicato rural baiano contesta impacto ambiental da agricultura no Cerrado

Publicado em 18/10/2011 12:59 e atualizado em 18/10/2011 17:26 290 exibições
Oeste da Bahia avança no plantio da safra 2011/12, com o clima favorecendo semeadura dos grãos. Enquanto isso, votação da Reforma do Código Florestal no Senado encurta prazos e região é ameaçada a perder em produção agrícola caso não haja aprovação ainda em 2011.
O argumento de que a agricultura não deve evoluir no Cerrado por não se conhecerem os impactos da ação no meio ambiente é contestado pelo Presidente do Sindicato Rural de Luis Eduardo Magalhães. Segundo ele, embora os produtores prezem pela preservação e se orgulhem de o Brasil ser o único país do mundo a exigir APP (área de preservação permanente), ainda é cometida muita demagogia no país.

Segundo Kölln, os livros de doutorados e pós-doutorados do mundo inteiro concluíram que o homem não tem influência sobre o clima do planeta. “Vamos ser mais humanos, não emitir tanto parecer sem conhecimento de causa”, diz.

Nesse contexto, o Código Florestal deve avaliar as diferenças entre as regiões brasileiras, pois, no oeste baiano, a área plantada tem 50% a mais que a de Santa Catarina. Do território nordestino, são usados 1,8 milhão de hectares e haveria ainda condições de se abrir no mínimo mais 2 milhões de hectares, “mantendo a melhor ótica ambiental do mundo”, reforça.

Essa região produz hoje 60 milhões de sacas de soja, 30 milhões de sacas de milho, 90 milhões de arrobas de algodão, números que dariam para abastecer ¼ da população brasileira.

Por:
João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

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