Quase metade das lavouras de feijão estão em fase de maturação no Paraná, mas chuvas não dão trégua e colheita segue atrasada

Publicado em 11/01/2018 14:05
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Até o momento os produtores conseguiram colher 31% da área plantada contra 42% na safra passada

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Nesta quinta-feira (11), Methodio Groxko, técnico do Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná, conversou com o Notícias Agrícolas para detalhar a situação da safra do feijão no estado, que enfrentou complicações desde o início do plantio, que sofreu com atrasos em detrimento do tempo seco.

O atraso no plantio também prejudicou o desenvolvimento das lavouras, que sofreram com o frio em novembro e, agora, em fase de colheita, enfrentam o excesso de chuvas. Os volumes de água deram uma pequena trégua na última semana, permitindo que os trabalhos fossem feitos durante três a quatro dias, mas voltaram a ocorrer no domingo.

Cerca de 31% do feijão está colhido no estado, quando, no ano passado, esse número era de 42% para o mesmo período. 5% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 18% em floração, 52% em frutificação e 45% em maturação, estas últimas que enfrentam os principais problemas.

Os produtores torcem por uma melhora do tempo a partir de amanhã. Caso contrário, o resultado deve continuar influenciando em lavouras perdidas e com qualidade afetada por intempéries como feijão brotado ou embolorado, bem como queda de produtividade.

O Deral previa uma área total de 199 mil hectares, resultando em uma colheita de 375 mil toneladas. Este número, 2% maior do que no ano passado, deverá sofrer alterações. As regiões de Ponta Grossa e de Guarapuava, que são grandes produtoras, são as que mais enfrentam problemas.

Os preços tiveram apenas uma pequena reação, mas ainda continuam baixos. O feijão preto é negociado a R$103 a saca, contra R$153 no ano passado. O feijão cores, por sua vez, a R$92 a saca, contra R$109 no ano passado. Groxko explica que o momento de férias infuencia em um consumo pequeno e em um mercado travado, de forma que a perspectiva é que os preços sejam melhores daqui a um mês.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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