Venda devagar no varejo trava negociação de feijões e compradores ofertam até R$10 a menos por saca

Publicado em 08/10/2019 12:40 e atualizado em 08/10/2019 14:54
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Produtores evitam negociar nos atuais patamares e os poucos negócios reportados são para atender necessidade imediata de caixa
Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE

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Mercado do Feijão - Entrevista com Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE

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Os produtores rurais estão preocupados com a comercialização de feijão travadas nos últimos dias, isso porque as negociações no varejo estão lentas e os compradores estão ofertando até R$ 10,00 a menos por saca. As negociações que estão sendo realizadas são para atender a necessidade imediata do caixa.

De acordo com o Presidente do Instituto Brasileiro do feijão e Pulses (IBRAFE), Marcelo Eduardo Lüders, as compras no varejo continuam muito devagar e as lojas estão vazias. “O mercado do feijão é muito ativo e qualquer diminuição nas vendas já implica na redução de preços. Assim como qualquer aceleração de vendas impacta positivamente”, afirma.

De sexta-feira até nesta segunda-feira não tiveram quase movimentações no mercado do feijão. A grande maioria dos produtores rurais está administrando bem os estoques e não estão correndo atrás de comprador. “Nós estávamos com preços ao redor de R$ 160,00 a R$ 170,00 a saca e com viés de alta e com essa parada apareceram oferta de R$ 150,00 a saca”, comenta.

A secretária de Agricultura e Abastecimento do estado do Paraná (Deral) apontou que a área cultivada com o feijão terá uma redução de 5%. Por outro lado, os vendedores de semente relatam que a redução deve ser menor.  “Normalmente, 60% da área cultivada é de feijão preto. Porém, tem uma tendência que diz que a área pode ser maior do que isso e que pode alcançar 65%”, relata.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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