É hora de plantar feijão, tem um vazio de oferta projetado para o Brasil e o mundo, afirma Ibrafe

Publicado em 03/04/2020 16:14 e atualizado em 03/04/2020 17:35 4162 exibições
Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE
Feijão carioca se mantém acima dos R$300,00 por saca e até os feijões de menor qualidade começam a ser valorizados

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Mercado do Feijão - Entrevista com Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE

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O momento atual para o mercado de feijão é favorável, com bons preços inclusive para as variedades comerciais, e o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, afirma que a situação é favorável para o plantio de feijão.

De acordo com ele, feijão preto, rajado, vermelho, mungo, as variedades exportáveis, devem se valorizar ainda mais, já que ao longo do próximo ano, a demanda deve ser forte.

"O mercado vai ter demandas para exportação, os países têm estoques estratégicos que precisam ser repostos, e muitos vão esconder o jogo, como a China está afzendo, dizendo que está tudo bem", disse.

Neste momento, segundo Lüders, o importante é plantar e comentar com exportadores, corretores, para poder negociar o produto mais à frente, já que neste momento de incerteza, os exportadores estão reticentes em assumir contratos volumosos.

No mercado interno, entre a semana retrasada e passada houve uma corrida dos consumidores aos supermercados para estocar produtos durante o período de isolamento social. Isso reduziu estoque no varejo, que buscou produto junto aos empacotadores que, por sua vez, compraram dos produtores, o que antecipou a alta dos preços, que era prevista para abril.

"Já tinha pouco feijão, o déficit era previsto para março, e por causa dessa corrida, o carioca subiu para R$ 340, R$ 350 a saca de feijão da melhor qualidade. Essa semana foi negociado em torno de R$ 310, R$ 320, mas produto com nota 8,5 para 9".

Segundo o predisente do Ibrafe, esta semana o feijão carioca continuou apresentando boa demanda e bons preços, mesmo para feijões de Minas Gerais e Goiás, que foram afetados pela chuva. 

"Esse feijão valeria R$ 150, R$ 160 a saca, e chegou a ser vendido entre R$ 240 a R$ 270, dependendo dos defeitos. A demanda está continuada", disse.

O feijão preto também teve valorização, chegando a ser negociado nesta semana a R$ 230 a saca, assim como o caupi, vendido a R$ 250 a saca no Mato Grosso e R$ 280 posto nordeste, quando normalmente teria o preço de R$ 60 a R$ 70 no Mato Grosso. "Essa valorização ocorreu porque o carioca bateu a casa dos R$ 300". 
 

 

Por:
Aleksander Horta e Letícia Guimarães
Fonte:
Notícias Agrícolas

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