Redução nos preços da carne de frango deve restabelecer competitividade com demais proteínas, recuperando perda de mercado

Publicado em 01/04/2016 13:27 269 exibições
Além de preços muito próximos aos da carne suína, consumo recuou com menor demanda durante semana santa

Após a reação nas cotações do frango abatido, congelado e resfriado verificado em fevereiro, os preços voltaram a recuar em março. O principal fator responsável pela baixa foi à oferta cima da demanda, reflexo do período de quaresma que reduz o consumo da carne de frango. No mercado do frango vivo os preços seguem estáveis.

No entanto, quando comparado com o igual período de 2015 os preços ainda estão cerca de 4% a 5% acima, considerada a inflação do período (IPCA acumulado até fev/16). "Esse fator é importante devido ao problema nos custos de produção, deixando uma margem para os frigoríficos e integradoras", ressalta o analista do Cepea, Augusto Maia.

O analista lembra também que apesar da recuperação registrada nos últimos doze meses, o preço pago ainda está abaixo dos custos de produção, principalmente por conta da alta do milho no mercado interno.

Atualmente um fator positivo para o setor avícola é a competitividade no preço da carne de frango no atacado, em relação às principais concorrentes. Porém, a elevação dos custos começa a ser repassada ao produto final trazendo preocupações em relação à queda no consumo interno.

"Como o preço do frango tem subido consecutivamente, a diferença entre as outras proteínas está caindo bastante. A carne de frango, por exemplo, vale aproximadamente a metade do valor da suína, mas em algumas regiões já é possível observar esses preços se equivalendo", alerta Maia.

Ainda assim, as projeções para o próximo mês continuam indicando uma melhora na demanda, e possíveis novas altas nos preços. Além disso, as exportações têm colaborado com o enxugamento da disponibilidade interna. De acordo com Maia, no primeiro bimestre foi registrado um acrescimento de 15% a 20% no volume exportado, considerando que o país já é o maior exportador de carne de frango do mundo.

Esses mesmos fatores podem ser observados para o mercado do frango vivo, sem expectativa de queda futura no preço da carne, o quilo do animal vivo também deverá seguir a mesma tendência em abril.

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Por:
Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Paulo Alexandre de Andrade Cândido mota - SP

    Se ficar mais barato não vai sobrar produtor de frango no Brasil...

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Senhor Paulo, as empresas que estão no mercado fazendo os contratos com os "proprietários" das granjas, onde ocorrem a engorda dos frangos, quem são? Antes devemos analisar a "estrutura do mercado". A maioria foi comprada pelo JBS, ou ele tem parte substancial das ações, que lhe dá o direito de interferir nas ações das mesmas.

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