Suíno vivo vai a R$ 4,00 com valorização de 32% em SP no mês de maio, mas atual patamar está longe de cobrir o custo de produção

Para empatar, cálculos do Cepea apontam que produtor em SP deveria receber entre R$ 5,30 e R$ 5,50 por quilo vivo
Publicado em 02/06/2016 12:19

A cotação do suíno vivo apresentou valorização expressiva em maio na maioria das praças de comercialização. De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) no acumulado do período de 29 de abril a 31 de maio, o preço subiu quase 32% em São Paulo, registrando o maior crescimento mensal desde julho/12, R$ 4,00/kg.

Segundo o pesquisador do Centro, Augusto Maia, a melhora na demanda - consequência do período mais frio e do Dia da Mães - fez as cotações subiram até R$ 1,00/kg em algumas praças.

Além disso, o volume de suíno para abate está menor, devido à redução nos alojamento que foi promovida pela pressão nos custos de produção e o mercado em queda no primeiro trimestre.

Maia relata que houve um grande volume de animais descartados neste período, abates de matrizes e redução nos investimentos, que enxugaram o mercado.

O avanço, no entanto, "ainda é pouco, o suinocultor precisa de um preço melhor, porque os custos estão muitos altos", destaca Maia.

De acordo com levantamento do Cepea, o valor de comercialização deveria estar acima de R$ 5,30/kg para que o setor começasse a ter lucro.

Para os próximos meses são aguardadas novas valorizações. "No segundo semestre temos historicamente um patamar de preço melhor, porque as exportações crescem e o consumo interno é maior", explica Maia.

A preocupação no momento é de que forma queda no poder aquisitivo da população poderá limitar os avanços da matéria prima. O analista lembra que a alta para o consumidor final possivelmente reduzirá a demanda. "É preciso equalizar um meio termo para o produtor e os consumidores", pondera.

Nos custos não há expectativa de declínio nos próximos meses, visto as reduções nas projeções da safrinha de milho.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário