Demanda externa faz preços dos suínos dispararem em Santa Catarina. Casos de PSA em 19 países, além da China, motivam compras

Publicado em 02/07/2019 13:43 e atualizado em 02/07/2019 16:17
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Associação Catarinense alerta para o cuidado com os investimentos e a consequente ampliação da oferta. É preciso ser tudo bem planejado
Losivanio de Lorenzi - Presidente ACCS

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Mercado de Suínos - Losivanio de Lorenzi - Presidente ACCS

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As cotações dos suínos dispararam no estado de Santa Catarina em função do aumento da demanda externa. Com casos de peste suína em 19 países, principalmente na China, os compradores estão motivados a adquirir a carne brasileira. De acordo com o Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, o aumento nos preços reflete a recuperação que o mercado está vivendo.

“No começo do ano, as referências estavam ao redor de R$ 3,00/ kg, e hoje, estão próximas de R$ 5,00/kg. Com relação aos preços das agroindústrias, os preços estavam próximos de R$ 2,80/kg a R$ 2,90/kg e agora estamos com patamares de R$ 3,70/kg a R$ 3,75/kg”, afirma.

Os atuais patamares de preços cobrem os custos de produção e estão remunerando os produtores rurais. “Nos últimos três anos, nós tivemos problemas na suinocultura em que os agricultores trabalharam abaixo dos custos de produção. Atualmente, esses valores remuneram, mas o produtor não terá lucro ainda já que precisa pagar esses financiamentos que ainda não foram quitados”, ressalta.  

De janeiro a maio do ano passado, Hong Kong foi responsável por importar aproximadamente 14 mil toneladas de carne suína e compraram do Brasil 30 mil toneladas só neste ano. Com relação ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul, a liderança salienta que é preciso ver as tributações e as exigências para exportar.

“Nós vamos ter que aguardar todas essas questões para podermos avaliar melhor esse acordo, sendo que a Europa também está sofrendo com a peste suína africana com quase três mil casos e a expectativa é que será um mercado muito promissor”, relata.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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