Após alta pré-quarentena, preços do frango começam a desacelerar

Publicado em 01/04/2020 16:40 1186 exibições
Juliana Pila - Analista Scot Consultoria
Em São Paulo, em uma semana, a ave de granja teve queda de 8%, e a carcaça no atacado caiu quase 10%; perspectiva é de que exportações tenham melhores resultados

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Mercado do Frango - Entrevista com Juliana Pila - Analista Scot Consultoria

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Da mesma forma em que a carne suína teve valorizações antes do período oficial de quarentena, iniciado na semana passada (23), a carne de frango também teve preços mais altos, mas agora, as cotações começam a desacelerar. De acordo com a analista da Scot Consultoria, o primeiro momento foi de corrida aos supermercados para abastecimento, e agora que a população já fez estoque e com o fechamento de serviços de alimentação, a demanda reduziu.

"A população não vai deixar de se alimentar, mas vai comer em casa, novos hábitos de consumo vão se formar". 

Segundo ela, em São Paulo, o frango de granja que era cotado em R$ 3,25/kg na semana passada, nesta quarta-feira (1) está com preço de R$ 3/kg, uma queda de quase 8%. Da mesma forma, a carcaça no atacado caiu 10%, passando de R$ 4,65/kg na semana passada para R$ 4,23 hoje. 

Juliana explica que, apesar destes números serem válidos para o estado de São Paulo, a movimentação que acontece no mercado paulista tende a ser refletida nos demais estados, em maior ou menor intensidade. 

Apesar das incertezas em relação à demanda interna, Juliana explica que as exportações devem ter resultados positivos para o mês de março, seguindo a tendência de janeiro e fevereiro. 

"Apesar de a questão logística ter atrapalhado um pouco, as expectativas são positivas para o setor, com o mercado chinês começando a se recuperar", disse.

Ela ainda relembra que a Peste Suína Africana, que atingiu em cheio países da Ásia e dizimou quase 40% do plantel de suínos da China, ainda não foi controlada, e há casos de gripe aviária surgindo em vários países, fatores que podem gerar oportunidades para o Brasil. 

 

Por:
Letícia Guimarães
Fonte:
Notícias Agrícolas

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