Granjas operam com ampliação de vazio de alojamento, mas não descartam redução no número de pintos de corte alojados

Publicado em 23/04/2020 15:41 981 exibições
Edmilson Zabot - Vice-Pres. Sind. Rural de Palotina - PR
Medida de aumentar o período da saída de um lote para abate e chegada de novos pintos de corte deve deixar agroindústria sem produção entre seis a oito dias, segundo vice-presidente de sindicato

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Entrevista com Edmilson Zabot - Vice-Pres. Sind. Rural de Palotina - PR sobre a Produção de Pintinhos de corte

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Enquanto a Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco) estima que em abril a demanda pelos animais tenha caído entre 5% a 10%, o vice-presidente do Sindicato Rural de Palotina (PR), Edmilson Zabot, informou que na região, a medida ainda não foi adotada. O que as granjas adotaram há cerca de um mês foi a ampliação do vazio de alojamento, de 10 dias para 19 dias, o que reflete diretamente na agroindústria.

Segundo Zabot, a medida adotada na região oeste do Paraná representa uma redução drástica no tempo de produção da agroindústria integradora, em torno de 6 a 8 dias sem produzir.

Ele informou que não há números ainda sobre quantas aves podem deixar de ser abatidas, e que o reflexo desta ação deve começar a aparecer na próxima semana. 

"Ainda não houve a redução no número de pintos de corte alojados, mas já temos informações de que as integradoras já estão se programando, e se a demanda por frango continuar baixa, essa é uma medida que pode passar a ser adotada nos próximos 15 ou 20 dias", disse. 

De acordo com ele, há também o temor de uqe o vazio seja ampliado ainda mais, caso a demanda pela proteína continue caindo. "A gente se preocupa porque o produtor tem seus financiamentos para pagar, ele investe pesado nas granjas, tem os funcionários. Isso pode trazer consequências sociais e econômicas terríveis", afirmou. 

Ele explica que a principal planta na região, com capacidade de abate de 600 mil frangos/dia, atualmente continua no mesmo ritmo, mas que o aumento nos dias entre a saída do lote e do alojamento de novos pintinhos vai trazer reflexos. 

Como última consequência da falta de demanda e na redução de animais, Zabot afirma que as agroindústrias podem parar, já que muitas estão com as câmaras frias lotadas, caminhões frigoríficos cheios parados nos pátios. 

"Precisamos que a situação do consumo seja retomada, tanto no mercado interno quanto no externo, porque até nas exportações, se esse problema continuar, pode haver problemas de transporte", disse.

 

Por:
Letícia Guimarães
Fonte:
Notícias Agrícolas

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