Suinocultores podem começar a descartar matrizes e leitões caso demanda interna não melhore nos próximos 30 dias

Publicado em 04/05/2020 16:27 2612 exibições
Marcos Antônio Spricigo - Produtor Rural e Proprietário de Frigorífico
Medida de reduzir a nutrição das rações e entregar animais mais leves para o abate tem surtido efeito, mas ação é paliativa para uma situação de demanda baixa em relação à oferta

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Entrevista com Marcos Antônio Spricigo - Produtor Rural e Proprietário de Frigorífico sobre a Produção de Suínos

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Em uma tentativa de encurtar a oferta de suínos aos frigoríficos, produtores catarinenses passaram a reduzir o potencial nutritivo das rações, atrasando a engorda dos animais e entregando suínos mais leves para abate. A medida surtiu efeito de leve aumento nos preços, mas segundo Marcos Antônio Spricigo, suinocultor e proprietário de frigorífico catarinense, se a demanda interna não melhorar, medidas mais derásticas devem ser tomadas. 

Ele explica que a diminuição da energia nas rações resultou na última semana de abril um aumento entre R$ 0,40 a R$ 0,50 por quilo e suíno, já que os animais estão indo mais tarde para o abate e mais leves, entre 90kg a 110kg. 

Entretanto, ele ressalta que se o mercado interno não der resposta de melhora de demanda nos próximos 30 a 40 dias, com flexibilização nas aberturas de comércios em todo o país, as lideranças na suinocultura terão que se reunir para decidir por medidas mais drásticas.

"Uma delas é o descarte de leitões que nascerem, também o não cobrimento de matrizes e até o descarte de matrizes que ainda renderiam uns dois partos", disse.

De acordo com Spricigo, a tensão do produtor no momento é muito grande, e é preciso que ele comece a sentir o mercado mais firme para comercializar seu produto com melhores preços. 

"Teve muito suinocultor tomando decisões isoladas, sem se informar direirto com as associações, entrando em desespero e vendendo a preços muito baixos, deixando o mercado cair na mão de especuladores". 

Apesar dos preços baixos, Spricigo conta que os frigoríficos seguem o ritmo de abate nromalmente, mesmo tendo tido desvalorizações nos preços das carcaças vendidas. 

Por:
Letícia Guimarães
Fonte:
Notícias Agrícolas

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