Paralisação de frigoríficos no RS não causou impacto financeiro, mas gerou gargalo logístico, diz secretário de Agricultura

Publicado em 20/05/2020 12:23 e atualizado em 20/05/2020 15:25
Luis Antonio Franciscatto Covatti - Secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do RS
Animais de produtores integrados a indústrias que estava com atividades suspensas tiveram que ser remanejados para plantas em outros estados para serem abatidos

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Entrevista com Luis Antonio Franciscatto Covatti sobre a Interdição dos Frigoríficos no RS

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A primeira quinzena do mês de maio foi de apreensão no setor de processamento de carnes no Rio Grande do Sul, devido ao fechamento temporário de quatro plantas frigoríficas no Estado devido a contaminação por coronavírus entre funcionários. De acordo com o secretário de Agricultura, pecuária e Desenvolvimento Rural do Estado, Luís Antônio Franciscatto Covatti Filho, pelo tempo curto de interdição, não houve um prejuízo econômico para o Rio Grande do Sul, mas sim um gargalo logístico.

Desde o final de abril uma planta da JBS em Passo Fundo havia sido fechada temporariamente, depois, uma unidade da BRF e da Minuano em Lajeado, e uma fábrica da Nicolini em Garibaldi, mas começaram a reabrir no final da semana passada após acordos com autoridades da Justiça.

O secretário explica que as três maiores (BRF, JBS e Minuano) representam 28% dos abates de aves do Estado anualmente, e a BRF, 12% dos suínos abatidos por ano. 

"Essas empresas tiveram que se programar e criar formas de enviar estes animais para outras unidades das companhias, até em outros Estados, para que pudessem ser abatidos no tempo certo", disse. 

A BRF, entretanto, segundo Covatti Filho, terá que abater 100 mil aves que passaram do peso, o que deve ocorrer ainda esta semana, e ainda não há confirmação se todos os animais serão descartados ou se parte servirá para consumo. Consultada, a empresa disse em nota que "o destino (das aves) será avaliado no frigorífico no momento do abate, sob os protocolos de inspeção federal".

Ele explica que um dos motivos que contribuiu para que as plantas não ficassem por muito tempo fechadas, gerando prejuízo às empresas, aos produtores e ao Estado, foi o canal de diálogo formado entre a pasta da Agricultura, Secretaria Estadual de Saúde, Ministério Público Estadual e Ministério Público do Trabalho. 

"Desde o começo mantivemos o diálogo entre as partes, sempre pensando em medidas a serem tomadas pelas agroindústrias para evitar a contaminação de funcionários pelo coronavírus. O Estado fez decretos que são sempre atualizados, e a Vigilância Sanitária segue fiscalizando se estas medidas estão sendo tomadas", disse.

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Por:
Letícia Guimarães
Fonte:
Notícias Agrícolas

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