Julho tem recorde nominal nos preços do suíno; em SC valor atingiu recorde real

Neste mês de julho os preços no mercado dos suínos bateram recorde nominal nas praças produtoras acompanhadas pelo Cepea/Esalq. Santa Catarina, principal produtor e exportador de carne suína do país, atingiu o recorde real, já descontando a inflação. A pesquisadora do órgão, Juliana Ferraz, explica que apesar da alta nos preços, os custos de produção seguem elevados.
Em Santa Catarina, o indicador do suíno vivo está em R$ 6,04/kg, recorde real e avanço de 42,79% desde o início do ano. No Paraná, a valorização acumulada do mês foi de 44,47%, com preço de 6,14/kg.
São Paulo chegou aos 6,57/kg, alta de 37,45% em julho, valor de 5,66/kg no Rio Grande do Sul, aumento de 35,41% ao longo do mês, e Minas Gerais atingiu R$ 6,99/kg, crescimento de 32,14%.
O motivo para que os preços tenham atingido estes patamares recorde, de acordo com Juliana, é que as exportações estão muito aquecidas, não deixando excedente no mercado interno, além da flexibilização da economia em várias regiões do país. Há também a contribuição dos custos de produção altos imbutidos na composição de preços e a alta no valor da carne bovina, o que acaba puxando as cotações da suína.
"Os preços bateram recorde, o poder de compra do produtor melhorou quando comparado ao mês passado. Mas quando comparamos com julho de 2019, vemos que a relação dos preços pagos ao produtor frente aos costos de preodução é muito desfavorável", explicou.
A expectativa para o mês de agosto é que as exportações continuem em bom ritmo, assim como a ampliação da liberação do funcionamento do comércio no mercado interno, contribuindo para a demanda e manutenção dos preços altos para o suíno. Em contrapartida, insumos que pesam no bolso do suinocultor, como farelo de soja e milho, também devem seguir em patamares altos.
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