Abates de suínos crescem 7% no MS no primeiro semestre do ano; preço subiu 25%

Publicado em 12/08/2020 16:12 e atualizado em 12/08/2020 16:44 624 exibições
José Pádua - Gerente Técnico do Sistema Famasul
De acordo com especialista, aumento no número de abates foi além do que havia sido projetado, e a demanda da proteína para exportação foi o que motivou alta

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Entrevista com José Pádua - Gerente Técnico do Sistema Famasul sobre o Mercado do Suínos do MS

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Os abates de suínos no Mato Grosso do Sul no primeiro semestre deste ano tiveram resultado além do esperado, de acordo com o gerente técnico do Sistema Famasul, José Pádua. Segundo ele, a projeção para o período era de alta 5% a 6%, mas o fechamento no fim de junho mostrou avanço de 7%. Ao todo, foram abatidos 994,6 mil cabeças nos primeiros seis meses de 2020.

Pádua afirma que o que mais favoreceu o avanço foi a demanda por carne suína pela Ásia, em especial, a China, que vem aumentando os volumes de importação da carne suína brasileira.

"Desde o final de 2019 nós já percebemos essa voracidade maior nas compras pelos países da Ásia, e esse ano foi o que ditou o aumento nos abates", disse.

De acordo com relatório da Famasul, a receita com as exportações da protreína suína no primeiro semestre desse ano foi 11.289% maior do que no período do ano passado, enquanto o volume subiu 4.817%.

"Na nossa percepção, para este segundo semestre as exportações devem continuar firmes, e deve haver aunda uma retomada do consumo interno, com a reabertura das redes de foodservice pelo país. Esperamos que haja crescimento, estamos otimistas", disse Pádua, sem projetar a alta em números.

No caso do preço pago pelo suíno, a média do valor na primeira metade de 2020 ficou em R$ 4,67, valor 25% superior à média no primeiro semestre de 2019. Atualmente, segundo Pádua, o valor está em torno de R$ 4,80 a R$ 5/kg.

"Mesmo com a alta no preço do milho e farelo de soja, o avanço no preço pago pelo suíno ainda deixa margem satisfatória para o produtor. O que vemos pela frente é que os preços dos principais insumos para alimentação, principalmente melho, não devem ceder tanto, já que teremos uma safrinha menor que a passada", explicou.

Por:
Letícia Guimarães
Fonte:
Notícias Agrícolas

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