Estudo premiado aumenta imunidade de frangos de corte com 1/4 da suplementação com glicinato de cobre

Buscar novas formas de produzir, aumentar a produtividade e promover a sustentabilidade. Essa foi a motivação para que o consultor técnico de nutrição animal da Basf no Brasil, Bruno Wernick e equipe desenvolvessem um estudo sobre a avaliação da suplementação de glicinato de cobre e sulfato de cobre em rações para frangos de corte. Segundo ele, a suplementação com 1/4 do que geralmente é utilizado trouxe 100% de aproveitamento e ainda beneficia o meio ambiente.
A pesquisa ganhou o Prêmio José Maria Lamas da Silva é entregue todo ano durante a Conferência FACTA ( Fundação APINCO de Ciência e Tecnologia Avícola) WPSA-Brasil, uma das premiações mais importantes do setor.
Conforme a explicação do especialista, quando se alimenta o animal com um mineral inorgânico, há um baixo aproveitamento. O mineral orgânico, manipulado industrialmente para retirar um radical de enxofre e acrescentar um aminoácido, amplia a capacidade de absorção pelo animal.
"Hoje se usa o sulfato de cobre para fazer um controle da microbiota intestinal das aves. Fizemos o experiemnto usando 125gr de glicinato de cobre, conseguimos ter o mesmo efeito do uso de 500gr", explicou
Wernick aponta que o cobre é muito importante para processos metabólicos no animal, como produção de energia, enzimas, dá melhor performance, promove melhor a absorção dos alimentos, melhora a imunidade.
"Nesse caso é um extra na suplementação, pensando no controle do ambiente interstinal do animal para reduzir o uso de outros produtos como, por exemplo antibióticos em algumas fases de vida da ave".
Com menos mineral integrado na alimentação, porém com o mesmo aproveitamento, Wernick afirma que a excreção e contaminação do solo também é reduzida. Além disso, para a indústria de premix sobra um espaço para colocar outras soluções tecnológicas em uma mesma quantidade de ração.
Outra vantagem apontada por Wernick para o uso do glicinato de cobre da Basf é de que o produto é totalmente solúvel em água.
"Se há situações que o animal, por algum motivo, não está se alimentando direito, é possível duluir o produto na caixa d'água e fazer essa suplementação sem afetar toda a logística da fábrica de ração, além de ser uma maneira rápida de atingir o animal", disse.
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