Suinocultura no MS deve crescer 18% em 2020, diz titular da Semagro

A produção de suínos no Mato Grosso do Sul, hoje o 6º estado brasileiro que mais atua no setor, deve crescer 18% em 2020, chegando a 2,36 milhões de animais abatidos. De acordo com o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, a intenção é ganhar mais espaço tanto no mercado interno quanto na exportação.
Uma das novidades para este ano é a unidade de produção de matrizes, que deve ser inaugurada até o final de 2020, com investimento de R$ 65 milhões da Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (Cooasgo) e Agroceres. Em 2021, uma unidade de produção de leitões deve entrar em operação, com investimento de R$ 100 milhões da Alfa de Sidrolândia.
"Isso tudo está sendo feito para adensar a cadeia produtiva. Atualmente, não temos leitões suficiente para suprir a necessidade do Estado, e temos que trazer de Santa Catarina e do Paraná para engordar aqui. A meta é que até o final de 2021, Mato Grosso do Sul seja autossuficiente", disse.
Entre os produtores sul-matogrossenses, 80% são integrados a duas grandes agroindústrias localizadas no MS, e 20% atuam no mercado independente. Entretanto, todos eles têm acesso a programas de financiamento e de incentivo fiscal do Estado, pontos considerados fundamentais por Verruck para o crescimento da atividade.
Outro fator que torna a suinocultura no Mato Grosso do Sul competitiva é a proximidade com a produção de insumos para a alimentação dos animais, como soja e milho, tornando as margens de lucro maiores. "Ainda assim, há uma preocupação no curto prazo, por causa dos grandes volumes destes insumos indo para exportação, dessa margem se estreitar. Também é por isso que estamos trabalhando para ganhar escala e não deixar que isso inviabilize a atividade", disse Verruck.
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