Trigo: Com quebra consolidada, colheita do cereal chega a 6% no Rio Grande do Sul

Publicado em 16/10/2017 10:16 e atualizado em 17/10/2017 10:59
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Chuvas excessivas comprometeram os trabalhos nos campos e a qualidade do trigo. Perspectiva é que seja colhida 1,5 milhão de toneladas nesta safra, contra as 2 mi de toneladas estimadas inicialmente. Contas não fecham e prejuízos com a safra de inverno deverá ser pago com a safra de verão no estado.
Confira a entrevista com Hamilton Jardim - Presidente da Comissão de Trigo - Farsul

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Hamilton Jardim - Presidente da Comissão de Trigo - Farsul

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Hamilton Jardim, presidente da Comissão de Trigo da Farsul, destaca que a colheita de inverno está trazendo preocupações para os produtores do estado devido ao excesso de chuvas. Contudo, eles torcem para que o tempo abra, visando a ausência de novos prejuízos em termos de qualidade.

Os trabalhos no campo, como conta Jardim, estão um pouco atrasados, mas a cultura foi implantada tardiamente devido ao excesso de chuvas no início do plantio. Além disso, um período de estiagem trouxe preocupações, mas o trigo foi plantado dentro do período recomendado. Até esse instante, ele acredita que haja em torno de 5% a 6% de área colhida.

A chuva começa a dar trégua. Entretanto, os volumes que o estado vem recebendo estão acima do normal e, muitas vezes, são acompanhados por granizo. Ventos muito fortes também provocaram o acamamento na cultura. Há uma perda consolidada para a produção gaúcha, que não deve repetir a safra recorde obtida no último ano - assim, o fluxo de caixa da safra de inverno pode se ver afetado.

O trigo pode ser colhido até dezembro e não impacta o andamento das culturas de verão e a continuidade dos trabalhos. Contudo, Jardim chama a atenção para a importação mais atrativa vinda do Mercosul, especialmente da Argentina, que possui preço e qualidade em melhor estado, ficando "difícil competir com o trigo que vem de fora". A recomendação para o produtor, neste momento, é que invista em tecnologia e previna doenças fúngicas para que tenha uma valorização do cereal.

Os preços tendem a ficar abaixo do mínimo, de forma que terá de haver uma nova conversa com o Governo Federal para que o aporte de recursos seja realizado. Frente a essa situação, muitos abandonam a cultura.

Por: Fernanda Custódio e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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