Trigo: Cota de importação dos EUA com TEC zerada pode não ser tão prejudicial ao Mercosul e produtores brasileiros

Após a reunião dos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump na última terça-feira (19), na Casa Branca em Washington, foi divulgado um comunicado oficial que o Brasil vai implantar uma cota que permite a importação de 750 mil toneladas de trigo americano sem tarifa.
De acordo com o corretor de Mercado da De Baco Corretora de Mercadorias, Marcelo De Baco, nos últimos quatro anos o Brasil importou o trigo americano sem a Tarifa Externa Comum (TEC). “Foram momentos críticos em que existia um forte controle das exportações argentinas e tinha uma parte do acordo que nós não estávamos cumprindo”, comenta.
No entanto, não foram esclarecidas quais regiões e de que forma essa cota vai ser distribuída para que não beneficie uma determinada empresa. “Então, até agora isso não existe e as indústrias estão abastecidas até maio e provavelmente esse trigo venha ocupar um espaço que a nossa entressafra não teria”, ressalta.
O Brasil consome 11 milhões de toneladas de trigo por ano, tendo em vista que importa o grão do Paraguai e Argentina. “Nós fizemos um acordo de que a Tec foram do Mercosul seria de 13% e sofreria uma redução de até 10%, sendo que a partir do ano 2000 essa tarifa seria zerada. Ou seja quando foi acordado que seria liberado uma cota de 750 mil toneladas não disseram que era apenas para o trigo americano”, esclarece.
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