Preços do arroz seguem elevados no Brasil e oportunidades boas para vendas futuras estão aparecendo, diz Cepea

Publicado em 12/11/2020 16:39 1662 exibições
Lucilio Alves - Pesquisador do Cepea
Pesquisador destaca que o que vai definir os próximos patamares de preços serão as movimentações cambiais. Produtores não conseguiram aproveitar altas de 2020, mas esperam vender bem a safra que será colhida no início de 2021

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Preços do arroz seguem elevados no Brasil e oportunidades boas para vendas futuras estão aparecendo, diz Cepea

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Os preços do arroz no Brasil tiveram um boom de altas em 2020 de março a setembro, especialmente entre agosto e setembro, e depois tiveram um período de variações pequenas e com oscilações estreitas.

Para o pesquisador do Cepea, Lucilio Alves, o que vai determinar o patamar de preços daqui para frente serão as movimentações cambiais, uma vez que em dólar, os preços não variaram muito e o Brasil foi um dos países que mais aumentaram os preços.

Alves comenta ainda que a expectativa é que a produção da safra 2021 de arroz seja bastante equilibrada com a anterior, uma vez que a descapitalização dos anos anteriores e as incertezas quanto a demanda do próximo ano acabaram desestimulando os produtores a investirem em mais áreas na safra.

Outro fator é que as altas mais expressivas nas cotações aconteceram em um período em que os produtores já tinham negociado a maior parte da sua produção e acabaram não aproveitando estes preços. A esperança é vender a próxima produção com valores que garantam uma maior margem de lucro.

Inclusive, Alves aponta que neste momento existem boas oportunidades para vendas futuras com bons preços e que os produtores devem ficar atentos as movimentações do mercado para aproveitarem as negociações favoráveis.

Confira a íntegra da entrevista com o pesquisador do Cepea no vídeo.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Jacqueline Serafim Araquari

    "Outro fator é que as altas mais expressivas nas cotações aconteceram em um período em que os produtores já tinham negociado a maior parte da sua produção e acabaram não aproveitando estes preços." No caso, quem teria aproveitado, então?

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