Rabobank espera preços da soja e do milho mais pressionados em 2022, mas ainda em patamares elevados

Publicado em 12/11/2021 10:19 e atualizado em 12/11/2021 13:42 1792 exibições
Marcela Marini - Analista de Grãos e Oleaginosas do Rabobank Brasil
Aumento da produção brasileira nas duas commodities deve ajudar a pressionar as cotações no próximo ano, enquanto demanda crescendo mais do que a oferta deve segurar em alta preços do algodão

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Rabobank espera preços da soja e do milho mais pressionados em 2022, mas ainda em patamares elevados

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“Esse ano foi um ano de muita adrenalina para os preços de soja”. É assim que a analista de grãos e oleaginosas do Rabobank Brasil, Marcela Marini, descreve 2021 para o mercado da oleaginosa que chegou a ultrapassar os preços de US$ 16,00 o bushels em Chicago em um período de incerteza climática muito grande nos Estados Unidos, mas voltaram a ter pressão com a consolidação da safra norte-americana e o aumento de área no Brasil.

Para 2022, a analista enxerga um cenário de oferta crescendo mais do que a demanda, com a China perdendo margem de esmagamento e reduzindo as importações e o Brasil se preparando para ter uma safra recorde neste ciclo 2021/22.

Mesmo com preços mais pressionados no ano que vem, Marini considera que os patamares ainda serão elevados e devem garantir rentabilidade aos produtores brasileiros. “Apesar de falarmos em preços um pouco menores, ainda estamos falando em patamares elevados. A gente não espera o pico dos preços que a gente viu em 2021, mas ainda assim mais elevados e mostrando cenário favorável de margens ao produtor”.

No mercado do milho o panorama para 2022 é semelhante. A expectativa do Rabobank é um crescimento de área cultivada no Brasil saltando a produção das 87 milhões de toneladas de 2021 (em meio à muitas dificuldades climáticas) para 116 milhões de toneladas e preços mais pressionados, se distanciando dos recordes acima de R$ 100,00 a saca observados em 2021.

“Isso pode trazer uma pressão sobre os preços quando a gente já tiver uma safra consolidada, principalmente no início da colheita do milho safrinha em 2022”, afirma Marini.

A analista também destaca que para o ano que vem é esperado que as exportações brasileiras de milho retornem aos patamares considerados normais, assim como no ciclo 2019, ficando próximos das 40 milhões de toneladas.

Já para o mercado do algodão o cenário é um pouco diferente, uma vez que a cultura sofreu com a concorrência de outras commodities por área de plantio e deve ver oferta se reduzindo, enquanto a demanda segue se elevando.

Mesmo no Brasil, onde a área cultiva neste novo ciclo deverá crescer 12%, a expectativa inicial era de elevação ainda maior. Tudo isso, na análise de Marini, deve manter os preços do algodão ainda bem suportados para 2022.

Confira a íntegra da entrevista com a analista de grãos e oleaginosas do Rabobank Brasil no vídeo.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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