Soja despenca mais de 40 pontos em Chicago nesta 2ª feira e pressiona preços no mercado brasileiro
Soja despenca mais de 40 pontos em Chicago nesta 2ª feira e pressiona preços no mercado brasileiro
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O mercado da soja fechou o dia perdendo mais de 40 pontos na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (27), refletindo um movimento de realização de lucros combinado à pressão agressiva do petróleo, que perde mais de 7% nas bolsas internacionais neste início de semana. As perdas foram sentidas também no mercado nacional, apesar da alta do dólar frente ao real e dos prêmios positivos da soja disponível.
Os negócios ficaram travados - ao contrário do que se observou na semana passada - tanto para soja da safra nova, quanto da safra velha, e esta é, como explica o analista de mercado da Agrinvest Commodities, Marcos Aráujo, uma posição acertada até que o mercado dê mais clareza do momento. Ainda assim, apesar da agressiva perda desta segunda-feira, o especialista acreditar que a tendência altista para os preços da soja continua na CBOT. Veja sua análise completa no vídeo acima.
Com a pausa nos ataques entre Irã e Estados Unidos e a possibilidade da retomada das negociações para um possível acordo, o petróleo trabalha perto das suas mínimas em meses e volta a pesar não só sobre a soja em grão, mas sobre todo o complexo, além de milho, trigo e as soft commodities negociadas na Bolsa de Nova York.
A volatilidade deve permanecer elevada ao longo da semana, uma vez que o mercado continuará ajustando suas posições de acordo com as atualizações das previsões meteorológicas e o quadro geopolítico global.
Além do quadro geopolítico global estressando os mercados, o clima nos Estados Unidos também sinaliza alguma melhora, apesar de sinais de alerta ainda estarem ligados para regiões importantes de produção no país. "Choveu em áreas importantes dos EUA no fim de semana e, para os próximos diuas, a tendência é de bons volumes. Neste momento, o clima não é um problema para a safra americana", afirma o time da Agrinvest Commodities.
O mapa abaixo, do NOAA, o departamento oficial de clima dos EUA, mostra a previsão das chuvas para os próximos sete dias no país.
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